Português Inglês Irlandês Alemão Sueco Espanhol Francês Japonês Chinês Russo
Avançar para o conteúdo

Enquanto Lula dizia em live que 8/1 foi coordenado por Bolsonaro, Múcio ia na contramão: “ninguém mandou”

    O ministro da Defesa participava de outra entrevista, onde afirmou que um responsável pelos atos terroristas não será encontrado porque ele não existe

    Nesta segunda-feira (19/6), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) antecipou sua live semanal, ‘Conversa com o Presidente‘, definida para ocorrer todas as terças-feiras, em razão de sua viagem à Europa, para onde embarca de Brasília nesta noite.

    Durante conversa com o sortudo apresentador Marcos Uchôa, escalada pelo estadista para comandar o bate-bato presidencial, Lula comentou sobre os ataques dos manifestantes golpistas bolsonaristas terroristas às sedes dos Três Poderes, conforme lembra o jornalista do ‘UOL‘, Chico Alves, que fez uma observação, no mínimo, curiosa.

    Em seu texto no portal de notícias, Alves transcreve a fala do Presidente: “Já está provado que tentaram dar um golpe, coordenado pelo ex-presidente, que agora tenta negar. Quando ele perdeu as eleições, se trancou dentro de casa para ficar preparando um golpe“, disse Lula, no programa que foi ao ar às 08h30.

    O jornalista iniciou seu texto afirmando que o ministro Defesa, José Múcio Monteiro, também participou de outra live, apresentada no canal do YouTube do Instituto para Reforma das Relações entre Estado e Empresa (IREE), em que ele disse sobre o ‘8 de Janeiro’:

    Precisamos esclarecer isso, porque esse 8 de janeiro é um assunto diário. Em todas as reuniões se fala nisso. Cada um quer achar o verdadeiro responsável. Eu não acredito que nós vamos achar o verdadeiro responsável. Não vamos. Porque ninguém mandou“.

    Segundo Chico Alves, as falas ocorreram “praticamente no mesmo horário” e ambas as afirmações vão na “contramão” em relação ao que o outro disse.

    O jornalista do ‘UOL‘ transcreve ainda outros trechos da fala do ministro na live paralela à de Lula: “Na transmissão do IREE, o titular da pasta da Defesa lembrou que as investigações identificaram agricultores do Centro-Oeste como financiadores do movimento e donos de ônibus. “É por aí que nós vamos chegar a várias pessoas responsáveis, sem ter um grande líder”, acredita ele“.

    Da mesma live participaram os ex-ministros da Defesa Fernando Azevedo e Silva, Nelson Jobim e Raul Jungmann, além do general da reserva Sérgio Etchegoyen e do presidente do instituto, Walfrido Warde“, informa Chico Alves, que relatou ainda que Múcio “minimizou” o caso Mauro Cid:

    Durante a conversa, José Múcio minimizou os “grampos nos telefones celular”, aparentemente se referindo às conversas golpistas em aplicativos de mensagens que a Polícia Federal descobriu no aparelho do tenente-coronel Mauro Cid, que foi ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro“.

    Alves encerra a matéria transcrevendo uma importante fala do ministro da Defesa, que disse:

    A gente precisa ver o que é conversa e o que são pessoas instigando um golpe. Não é porque a pessoa é militar que fala com outro no celular que está comprometido“, argumentou Múcio. “A gente precisa ver verdadeiramente quem nas ligações está deixando digitais de comprometimento“.

    🗣️💬

    Discover more from Urbs Magna

    Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

    Continue reading