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Enquanto isso, a produção industrial brasileira cresceu 1,2% em março, superando expectavivas

    Enquanto isso, a produção industrial brasileira cresceu 1,2% em março, superando expectavivas


    LULA se despede de GERALDO ALCKMIN e embarca para a Rússia |6.5.2025| Foto de Ricardo Stuckert | Ao fundo, ato de Bolsonaro e aliados na Esplanada dos Ministérios destoa dos interesses de crescimento do Brasil |7.5.2025| – imagem reprodução


    O desempenho da produção industrial sob LULA 3 supera o desemepnho do setor sob Bolsonaro. em crescimento anual, disseminação setorial e recuperação pós-pandemia – SAIBA MAIS

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    Brasília, 07 de maio de 2025

    A produção industrial brasileira registrou um crescimento de 1,2% em março de 2025 na comparação com fevereiro, marcando a maior expansão mensal desde junho de 2024, quando o setor avançou 4,3%.

    O resultado, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), superou as projeções do mercado, que estimavam uma alta de apenas 0,3%.

    O desempenho reflete um dinamismo renovado após cinco meses de estagnação, com destaque para o aumento na fabricação de bens de consumo duráveis e não duráveis.

    O gerente da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) do IBGE, André Macedo, destacou a amplitude do resultado: “O mês de março se caracterizou por um maior dinamismo, não só pela intensidade da alta, mas pela disseminação de taxas positivas”.

    Três das quatro grandes categorias econômicas apresentaram crescimento, com bens de consumo duráveis liderando com uma alta de 3,8%, seguidos por bens de consumo semi e não duráveis, que avançaram 2,4%.

    Bens intermediários cresceram 0,3%, enquanto bens de capital registraram queda de 0,7%, eliminando parte dos ganhos acumulados no primeiro bimestre, segundo o Valor Econômico.

    Na comparação com março de 2024, a produção industrial cresceu 3,1%, marcando o décimo resultado positivo consecutivo nesse indicador.

    O setor acumula uma alta de 3,1% nos últimos 12 meses até março, posicionando a indústria 2,8% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020), embora ainda 14,4% abaixo do pico histórico de maio de 2011.

    Esse desempenho sinaliza uma recuperação consistente, impulsionada por fatores como a melhora no mercado de trabalho e o aumento do consumo das famílias.

    O resultado de março contrasta com o fraco desempenho do setor no final de 2024, quando a indústria acumulou uma perda de 1% nos últimos três meses do ano, impactada pelo aumento da taxa Selic para 13,25% e pela desvalorização do real.

    Economistas apontam que a retomada em março pode ser um sinal de resiliência, mas alertam para desafios em 2025, como a política monetária restritiva e a inflação persistente, projetada em 5,3% pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

    “A surpresa positiva pode indicar uma retomada cíclica, mas os juros altos e o cenário externo incerto ainda limitam o otimismo”, avalia Gustavo Cruz, estrategista da RB Investimentos.

    A divulgação do dado gerou reações otimistas. A surpresa positiva reforça a percepção de que a indústria pode estar entrando em uma fase de recuperação mais robusta, embora o cenário macroeconômico exija cautela.

    Apesar do avanço, especialistas alertam que a sustentabilidade do crescimento depende de fatores como a estabilização do câmbio, atualmente próximo de R$ 5,80, e a redução gradual dos juros, prevista para meados de 2025.

    A força do setor agropecuário, com uma safra recorde projetada em 325 milhões de toneladas, também deve apoiar a economia, mas os desafios fiscais e as tensões geopolíticas globais seguem como riscos.

    O próximo dado da produção industrial, referente a abril de 2025, será divulgado em 3 de junho e poderá confirmar se a trajetória de retomada se mantém.

    O desempenho da produção industrial no governo Lula (2023-2025) supera o do governo Bolsonaro (2019-2022) em crescimento anual, disseminação setorial e recuperação pós-pandemia.

    Políticas estruturantes, como a Nova Indústria Brasil, contrastam com a ausência de estratégias coordenadas no período anterior.

    Contudo, ambos os governos enfrentam desafios macroeconômicos, como juros altos e inflação, que demandam cautela para sustentar a retomada industrial.

    GOVERNO LULA X governo Bolsonaro

    Durante o governo Bolsonaro, a produção industrial enfrentou desafios significativos, com desempenho inconsistente.

    Em 2019, o setor registrou uma retração de 0,29%, contra uma expectativa inicial de crescimento de 3,17%, refletindo um ambiente de baixo crescimento econômico e alto desemprego, que reduziu a demanda por produtos industriais.

    Em 2020, a pandemia de covid-19 agravou a situação, com uma queda de 3,3% no PIB e impactos severos na indústria, que acumulou perdas devido às restrições sanitárias.

    A recuperação veio em 2021, com crescimento de 5%, mas em 2022 a produção industrial recuou 0,7%, com resultados negativos em 17 dos 26 ramos pesquisados, incluindo indústrias extrativas (-3,2%) e produtos de metal (-9,0%).

    O setor não experimentou a retomada anunciada pelo governo, apontou o IBGE.

    No acumulado do governo Bolsonaro, a indústria recuou 2,4%, ficando 2,2% abaixo do patamar pré-pandemia e 18,5% abaixo do pico de 2011.

    Fatores como a elevação da taxa de juros (que atingiu 13,75% em 2022), a inflação alta (10,06% em 2021) e o aumento do endividamento das famílias contribuíram para o desempenho fraco.

    Além disso, a falta de políticas públicas coordenadas foi criticada por especialistas.

    A ausência de etratégia deliberada do governo transfere toda a responsabilidade para a iniciativa privada, resultando em queda continuada”, destacou Clemente Ganz Lúcio, ex-diretor do Dieese.

    COMPARAÇÃO DIRETA LULA X Bolsonaro

    Contexto Econômico
    : O governo Lula beneficia-se de uma política monetária mais flexível (Selic em queda até 2024) e programas sociais que impulsionam a demanda. No governo Bolsonaro, a alta da Selic (13,75% em 2022) e a inflação elevada limitaram o consumo.

    A política de preços de combustíveis, alinhada ao mercado internacional, também pressionou custos industriais no período Bolsonaro, enquanto o governo atual busca maior regulação.

    Crescimento Anual: No governo Lula, a indústria registrou crescimento anual consistente (3,1% em 2024 e projeções similares para 2025), enquanto no governo Bolsonaro o setor teve retração acumulada de 2,4%, com apenas 2021 registrando alta significativa (5%). O desempenho de 2024/2025 reflete maior dinamismo, com recuperação acima do patamar pré-pandemia, algo não alcançado no período anterior.

    Setores e Categorias: Em 2025, bens de consumo duráveis e não duráveis lideram o crescimento, enquanto no governo Bolsonaro as quedas foram generalizadas, especialmente em indústrias extrativas e produtos de metal.

    LEIA MAIS APÓS OS ANÚNCIOS

    A recuperação em 2024/2025 foi mais disseminada, com 70,3% dos produtos pesquisados em alta em abril de 2024.

    Investimentos e Políticas: A Nova Indústria Brasil, lançada em 2024 com R$ 300 bilhões em financiamentos até 2026, sinaliza um esforço estruturado para reverter a desindustrialização, com foco em inovação e sustentabilidade.

    No governo Bolsonaro, a redução de desembolsos do BNDES e a falta de articulação estatal foram apontadas como entraves.

    O corte de financiamentos do BNDES explica a baixa taxa de investimento”, segundo pesquisadores da Unicamp.

    Perspectivas e Desafios

    O governo Lula enfrenta desafios como a inflação projetada em 5,3% para 2025 e a taxa Selic em 14,75%, que podem limitar o crescimento industrial.

    No entanto, a retomada do mercado de trabalho e a safra agrícola recorde (325 milhões de toneladas) oferecem suporte.

    No governo Bolsonaro, a crise hídrica de 2021 e a guerra na Ucrânia em 2022 agravaram as pressões inflacionárias, enquanto medidas como a redução de ICMS sobre combustíveis tiveram impacto fiscal sem efeitos duradouros na indústria.

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