Enquanto Bolsonaro passeava com os meninos pela Ásia, ‘levantes’ populares contra a direita se espalharam pela América Latina e o mundo – de volta ao Brasil, sua crise foi recepcioná-lo

21/10/2019 0 Por Redação Urbs Magna
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Do Peru ao Equador, do Haiti a Honduras, sinais foram ignorados em meio ao foco na Venezuela e Cuba, diz Miami Herald – enquanto isso, Bolsonaro viaja pela Ásia, após deixar para trás uma crise sem precedentes com o PSL, além de ignorar problemas como o ambientalismo, a exemplo das queimadas na Amazônia e, agora, o petróleo derramado nas praias do Nordeste

No chileno La Tercera, tarde de domingo, o general Javier Iturriaga del Campo “anuncia toque de recolher”, determinando que “todos vão para as suas casas”. Passado algum tempo, “prosseguem as manifestações massivas”.

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Iturriaga foi perfilado na imprensa chilena como alguém “visto como ‘um homem duro’ nas fileiras do Exército”, “especializado em operações” e “ex-adido militar no Brasil”.

Na home page do Financial Times, antes, “Piñera invoca lei da era Pinochet para punir manifestantes”.

Começando a circular na véspera da radicalização no Chile, o Miami Herald destacou na capa de domingo (abaixo) a “América Latina inundada por protestos e levantes”.

Iniciando a longa reportagem, “Do Peru ao Equador, do Haiti a Honduras, sinais foram ignorados em meio ao foco de Washington na Venezuela e em Cuba”. Credita os problemas à “estagnação”, às “taxas de crescimento medíocres, em comparação ao boom dos anos 2000”.

Outros jornais americanos não deram tanta atenção, mas a imprensa chinesa, em meio a novas manchetes de incêndios semelhantes em Hong Kong, no domingo, aproveitou para fazer a relação.

O editorial do Global Times/Huanqiu, com foto de ônibus queimados em Santiago e citando Barcelona e outras, opinou que “as elites nos EUA estão pagando o preço por apoiar os tumultos em Hong Kong”. E concluiu que “a violência pode se espalhar para o centro do Ocidente”.

Link citado: http://www.globaltimes.cn/content/1167409.shtml

MONTE LÍBANO

No texto da manchete do libanês Al Nahar, fim de domingo, “os protestos pela deterioração das condições de vida se espalharam por todas as cidades, no Sul, Norte e até no Monte Líbano”. Beirute “permanece como o coração que atrai e comanda o curso da mudança”.

‘LITTLE ENGLAND’

No vaivém do brexit, o FT destacou artigo de Jonathan Powell, que foi o principal assessor do ex-primeiro-ministro Tony Blair, dizendo que o acordo proposto por Boris Johnson à União Europeia “torna mais próxima uma Irlanda unida”.

Escreve que, “paradoxalmente, o brexit fez mais para unir a Irlanda do que o Ira”. E em seguida a Escócia poderá deixar a Grã-Bretanha, que se tornaria então “Pequena Inglaterra”.

AOC & BERNIE

Sem maior destaque no New York Times, mas manchete no Drudge Report, o comício de Queens, em Nova York, que marcou o apoio de Alexandria Ocasio-Cortez, do Bronx, ao presidenciável Bernie Sanders, do Brooklyn, reuniu 25 mil, “o maior das primárias“.

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