Blecaute em São Paulo, que deixou 2,1 milhões sem luz, retomou a discussão sobre a possibilidade de caducidade da concessão – Empresa diz que toma medidas para a modernização da rede, mas não convence ANEEL
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A Enel, empresa italiana de distribuição de energia em São Paulo, enfrenta críticas e ameaças de caducidade da concessão devido a apagões que afetaram milhões de clientes.
A crise resultou em pressão política, com acusações de redução de funcionários e investimentos, que teriam comprometido a qualidade do serviço.
A empresa argumenta que a força de trabalho em campo não foi afetada e que está comprometida com novos investimentos significativos.
A Enel anunciou um plano de investimento de R$ 6,2 bilhões até 2026 e a contratação de 1,2 mil trabalhadores, mas enfrentou novos apagões e desafios operacionais.
A empresa adquiriu a Eletropaulo em 2018 e é responsável pela distribuição de energia para 8 milhões de unidades em 24 municípios, mans adotou uma estratégia global de redução de custos, diz matéria no jornal O Estado de S. Paulo.
O número de funcionários e de investimentos foram reduzidos para privilegiar o pagamento de dividendos a acionistas estrangeiros. Em 2020, a Enel tinha quase 27 mil funcionários, mas o número baixou para 15.366 funcionários em 2023.
A Enel também reduziu os investimentos. Em 2023, eles somaram R$ 1,6 bilhão e recuaram 16,1% na comparação com 2022.
A situação tem sido interpretada como responsável pelos apagões em São Paulo, pois há dúvidas sobre a capacidade de atender às demandas e as respostas da empresa são consideradas insatisfatórias pela ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica).
A Enel foi acusada pela agência reguladora de não cumprir uma promessa de 2023 e de não ter previsão para restabelecer a energia. A ANEEL também aplicou uma multa de R$ 165,8 milhões à empresa por falhas na prestação de serviços.
A ANEEL pode retirar os direitos de concessão da Enel, dependendo das propostas de adequação que a empresa apresentar. O Ministério de Minas e Energia considera que a ANEEL tem falhado na fiscalização da Enel, que tem um histórico de problemas em São Paulo e outras áreas de concessão.
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