Empresa fundada por esposa de Noblat foi responsável pelo vídeo que derrubou Alvim

28/01/2020 1 Por Redação Urbs Magna


Publicado por ET URBS MAGNA


via Blog do Ricardo Antunes


O núcleo de jornalismo investigativo do Agora Paraná descobriu um serviço de contra inteligência dentro dos prédios do governo federal que tem repassado informações sigilosas a membros da imprensa brasileira com viés de esquerda como um cavalo de tróia, um aparelhamento velado, que vem à tona por meio do jornalismo investigativo.

Era meio dia e dezessete do dia 15 de janeiro.

Algumas horas antecediam o fatídico vídeo que resultou na queda de Alvim.

Ele lê uma mensagem em seu celular. Era Vitória, assistente da jornalista Mônica Bérgamo da Folha de São Paulo.

Alvim ficou pasmo e bradou: “Como a Mônica já está sabendo dessa informação? Falei isso a portas fechadas com três assessores”.

Outros secretários de áreas ligadas a Cidadania, que tem o banco de dados do Bolsa Família, chegaram a desconfiar que haviam escutas em suas salas, pois informações vazadas para imprensa de reuniões sigilosas eram um mistério perseguido pelos servidores.

O trágico vídeo de Alvim, realizado pela empresa fundada pela esposa de Noblat serviu ao menos para trazer luz a algo que estava escondido.

As vésperas de sua queda, Alvim descobrira que estava sendo traído. Com exclusividade o Agora Paraná trouxe à tona a Agência responsável pela edição do texto, vídeo, trilha sonora do vídeo de Alvim.

A empresa Informe Comunicação, fundada por Rebeca Scatrut, esposa do jornalista da Revista Veja, Ricardo Noblat, forte crítico do presidente Jair Bolsonaro.

A empresa tem um contrato de R$ 13.480.660,67 por ano, prorrogável por 48 meses, podendo chegar a R$ 67 milhões em sua vigência, apenas na Cidadania.

Com este valor a empresa colocou 20 funcionários a disposição no Ministério e dois na secretaria de Cultura.

Os tentáculos da empresa fundada pela esposa de Noblat também alcançam o Ministério da Educação, local que vazou informações que resultaram na queda do ex-ministro Ricardo Veléz Rodrigues.

Além dos dois Ministérios, a empresa atende também autarquias e conselhos ligados ao governo Bolsonaro e já manteve contratos com a Caixa Econômica Federal.

Outros Ministérios e setores do governo são atendidos pela empresa através de TEDs realizados por outros Ministérios à Cidadania para utilizar serviços de filmagem, press release, edição e outros serviços de comunicação.

Dessa forma, a empresa abraça boa parte do governo com seus tentáculos, recebendo informações sigilosas, antecipadamente, pois, de um modo geral há o tempo de edição e aprovação do material.

Em 2002, a empresa de Rebeca era uma pequena assessoria de imprensa, mas a partir do primeiro ano do governo Lula, começou a administrar contratos milionários do governo e está ainda hoje por licitações e prorrogações realizadas no governo Temer, que tiveram que ser efetivadas em 2019, como no caso do contrato 003/2019 debaixo do guarda-chuva do Ministério da Cidadania.

A reportagem, questionou a assessoria de Comunicação do Ministério pedindo respostas sobre essas questões e o jornalista Oswaldo Eustáquio, que assina esta coluna descobriu que o email: “imprensa@cidadania.gov.br” é de responsabilidade não de um servidor de carreira ou de confiança do governo, mas de um jornalista contratado pela Informe Comunicação.

Ou seja, a comunicação do Ministério que cuida do Bolsa Família está na responsabilidade de um funcionário da empresa fundada pela esposa de Ricardo Noblat.

A notícia da empresa fundada pela esposa do jornalista da Veja repercutiu durante o dia todo hoje pelo Twitter, e ganhou força, na noite desta sexta-feira (24), após publicação nas redes sociais do professor Olavo de Carvalho.

Rebeca Scratut, não faz mais parte da sociedade atualmente. Ela era sócia majoritária, mas hoje a empresa está em nome de Luiz Fernando Bazzi Morales e Guimar Barboza Bazzi.

No entanto, o diretor responsável pela empresa é Vitor Pacheco da Costa Fortes, homem de confiança da esposa de Noblat.

A reportagem teve acesso a procurações de anos anteriores de Rebeca para Fortes representar a empresa em nome dela em licitações anteriores, nos períodos em que ela ainda era administradora da empresa.

A reportagem procurou a empresa Informe Comunicação e conversou por telefone com o Fortes, que prometeu enviar um email até às 19 horas desta sexta-feira (24) respondendo os questionamentos, mas até o fechamento desta reportagem, não obtivemos resposta.

O contrato específico da Cidadania, que resultou no trágico vídeo de Alvim, vai vencer em fevereiro deste ano e pode ser finalizado ou prorrogado pelo ministro Osmar Terra.

A esposa de Noblat foi denunciada pelo Ministério Público por fraude de R$ 33 milihões no INCRA. Rebeca é especialista em atender governos socialistas e já faturou mais de R$ 13 milhões em contratos com Flávio Dino, governador do Maranhão pelo PC do B, que também estão sob investigação.

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