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Embraer assina contrato de R$ 21,8 bi com Scandinavian Airlines para 45 jatos E195-E2, com opção de mais 10

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    Um modelo
    Um modelo do jato E195-E2 da Embraer vendido para a Scandinavian Airlines (SAS) / Foto divulgação | O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia em que ganhou da companhia aérea Azul um quepe de piloto e uma miniatura de avião |26.4.2024| Imagem reprodução


    Acordo histórico reforça indústria aeroespacial brasileira no mercado global e impulsiona modernização e sustentabilidade



    Brasília, 14 de julho de 2025

    A recente notícia sobre a venda de 45 jatos E195-E2 da Embraer para a Scandinavian Airlines (SAS) por R$ 21,8 bilhões é um marco expressivo para a empresa aeroespacial brasileira.

    Esse acordo, que inclui uma opção de compra de mais 10 aeronaves pela SAS, representa o maior pedido único de um fabricante desde 1996.

    A operação reforça a estratégia da SAS de modernizar sua frota, melhorar a eficiência operacional e reduzir emissões, já que os jatos E195-E2 consomem até 25% menos combustível que os modelos anteriores e são certificados para até 50% de combustível sustentável de aviação (SAF), com planos para alcançar 100%.

    As entregas começarão até o final de 2027 e se estenderão ao longo de quatro anos.

    O acordo fortalece a presença global da Embraer, que é a terceira maior fabricante de jatos comerciais do mundo, com mais de 8 mil aeronaves entregues e cerca de 18 ml funcionários.

    No entanto, o anúncio ocorre em meio a desafios impostos por uma proposta de tarifa de 50% dos EUA sobre exportações brasileiras, anunciada pelo presidente Donald Trump, o que pode impactar significativamente as operações da Embraer, já que 60% de sua receita vem da América do Norte.

    Analistas do JPMorgan estimam que essa tarifa pode levar a uma queda de 30% no valor das ações da Embraer (EMBR3), com um impacto financeiro anual de aproximadamente US$ 338 milhões, ou redução de 41% no EBIT.

    O governo brasileiro, por meio do Ministério dos Portos e Aeroportos, está buscando soluções para mitigar esses desafios nas exportações.

    Apesar disso, o acordo foi celebrado por autoridades como o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin, que destacou seu papel na geração de empregos e renda para o Brasil.



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