Acordo histórico reforça indústria aeroespacial brasileira no mercado global e impulsiona modernização e sustentabilidade
Brasília, 14 de julho de 2025
A recente notícia sobre a venda de 45 jatos E195-E2 da Embraer para a Scandinavian Airlines (SAS) por R$ 21,8 bilhões é um marco expressivo para a empresa aeroespacial brasileira.
Esse acordo, que inclui uma opção de compra de mais 10 aeronaves pela SAS, representa o maior pedido único de um fabricante desde 1996.
A operação reforça a estratégia da SAS de modernizar sua frota, melhorar a eficiência operacional e reduzir emissões, já que os jatos E195-E2 consomem até 25% menos combustível que os modelos anteriores e são certificados para até 50% de combustível sustentável de aviação (SAF), com planos para alcançar 100%.
As entregas começarão até o final de 2027 e se estenderão ao longo de quatro anos.
O acordo fortalece a presença global da Embraer, que é a terceira maior fabricante de jatos comerciais do mundo, com mais de 8 mil aeronaves entregues e cerca de 18 ml funcionários.
No entanto, o anúncio ocorre em meio a desafios impostos por uma proposta de tarifa de 50% dos EUA sobre exportações brasileiras, anunciada pelo presidente Donald Trump, o que pode impactar significativamente as operações da Embraer, já que 60% de sua receita vem da América do Norte.
Analistas do JPMorgan estimam que essa tarifa pode levar a uma queda de 30% no valor das ações da Embraer (EMBR3), com um impacto financeiro anual de aproximadamente US$ 338 milhões, ou redução de 41% no EBIT.
O governo brasileiro, por meio do Ministério dos Portos e Aeroportos, está buscando soluções para mitigar esses desafios nas exportações.
Apesar disso, o acordo foi celebrado por autoridades como o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin, que destacou seu papel na geração de empregos e renda para o Brasil.








