Diplomatas de vários países foram alertados a não reforçar tese do presidente sobre fraude nas eleições
Embaixadores convidados por Jair Bolsonaro para uma reunião nesta segunda-feira (18/7) foram alertados por seus países a não reforçar a tese do presidente sobre urnas eletrônicas e somente se reunirão com o atual ocupante do Palácio do Planalto para relatar o tom da conversa a seus governos, conforme informado pelo g1.
O presidente brasileiro afirmou neste domingo (17/7) que cerca de 40 embaixadores confirmaram presença, como os Estados Unidos e o Reino Unido, mas há um receio de que outros países importantes deixem de enviar representantes.
Alguns diplomatas já confiam no sistema eleitoral brasileiro e não concordam com os ataques do presidente, que vai acabar “pregando no deserto”, conforme um deles afirmou. Assim, o encontro pode acabar virando uma agenda negativa para Bolsonaro.
Bolsonaro decidiu fazer a reunião após o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Edson Fachin, tomar esta iniciativa anteriormente, com os diplomatas, para falar sobre a eleição.
O presidente disse que iria apresentar aos embaixadores um power point com dados sobre as eleições de 2014 e 2018, nas quais ele afirma terem ocorrido fraudes, mas nunca apresentou provas para confirmar suas suspeitas.
