Em sua 19ª vitória, Lula obtém da Justiça o arquivamento da investigação sobre tráfico de influência em favor da OAS

13/09/2021 0 Por Redação Urbs Magna
Em sua 19ª vitória, Lula obtém da Justiça o arquivamento da investigação sobre tráfico de influência em favor da OAS

Após 580 dias preso na carceragem da Polícia Federal em Curitiba, Lula foi solto no dia 8 de novembro de 2019, um dia após o Supremo Tribunal Federal ter considerado a prisão em segunda instância inconstitucional


PROGRESSISTAS POR UM BRASIL SOBERANO

A decisão apontou que não havia elementos mínimos para dar continuidade à investigação e que os crimes imputados ao ex-presidente já teriam prescrito. Agora, o único processo aberto contra o ex-presidente é relativo à compra de caças suecos

O ex-presidente Lula obteve na Justiça uma nova vitória. A juíza Maria Carolina Ayoub, da 9ª. Vara Federal de São Paulo, arquivou a investigação sobre a acusação, de 2011, de tráfico de influência em favor da OAS – grupo hoje denominado Grupo Metha, que atua em diversos países do mundo no ramo da engenharia civil. A decisão aponta que não há elementos mínimos para dar continuidade à investigação e que os crimes imputados a Lula já teriam prescrito. A investigação também envolvia o ex-presidente do Instituto Lula, Paulo Okamoto, e o ex-executivo da OAS Augusto Uzeda. Com este, já são 19 os procedimentos de investigação instaurados contra Lula com base em acusações da Lava Jato que foram arquivado. O único processo aberto contra o ex-presidente é relativo à compra de caças suecos. 

“Decorridos mais de seis anos entre a data dos fatos e o presente momento, constata-se a prescrição da pretensão punitiva estatal de todos os delitos aqui investigados em relação a Luiz Inácio Lula da Silva. Ainda assim, e bem como com relação aos demais investigados não se faz presente justa causa para a continuidade das investigações, diante dos parcos indícios coletados”, decidiu Ayoub. 

A acusação de tráfico de influência internacional, para favorecer a empreiteira, e de crime de corrupção foram feitas com base na delação do ex-presidente da OAS Léo Pinheiro. A juíza atendeu a um pedido da defesa do ex-presidente, representado pelos advogados Cristiano Zanin e Vanessa Teixeira, oos quais apontaram que nenhuma pessoa ouvida pela Polícia Federal confirmou a versão apresentada por ele no momento de sua delação.

Pinheiro disse na ocasião que Lula teria sido contratado pela empreiteira para realizar uma palestra na Costa Rica, na América Central, para influenciar os gestores costarriquenhos a negociarem com a OAS, mas em novo depoimento Pinheiro negou que tivesse ocorrido pagamento de vantagem indevida.

Nota de Zanin

Esses fatos confirmam que o ex-presidente foi vítima de lawfare, como sempre afirmamos. Revela, ainda, que a Lava Jato colocou em xeque o Estado de Direito ao realizar delações premiadas sabidamente descabidas com o nítido objetivo de atingir e aniquilar alvos pré-definidos

Comente