“Vamos ver o que fala o chefe“, disse Gleisi Hoffmann, nas redes sociais: “Arautos da moralidade, os apoiadores de Bolsonaro estão encrencados“
Prefeitos de 15 municípios de Santa Catarina foram presos no Estado, após uma investigação do Ministério Público revelar, por meio de delações premiadas, rastreamento de celulares e apurações de documentos, um suposto esquema de corrupção na licitação de lixo.
Segundo a presidente do Partido dos Trabalhadores, a deputada federal pelo Paraná, Gleisi Hoffmann, todos eles apoiaram o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em sua campanha à tentativa de se reeleger, em 2022.
Na 1ª fase, iniciada em 6 de dezembro de 2022, quatro prefeitos foram detidos. Na 2ª fase, em 2 de fevereiro de 2023, mais dois foram presos. Na 3ª, o prefeito de Tubarão foi preso junto com o vice e, na 4ª fase, iniciada na última quinta-feira (27/4), outros oito bolsonaristas do executivo municipal foram para atrás das grades.
Os Prefeitos presos são:
Deyvison Souza (MDB), de Pescaria Brava;
Luiz Henrique Saliba (PP), de Papanduva;
Antônio Rodrigues (PP), de Balneário Barra do Sul;
Antônio Ceron (PSD), prefeito de Lages, que agora está em prisão domiciliar;
Vicente Corrêa Costa (PL), de Capivari de Baixo;
Marlon Neuber (PL), de Itapoá;
Joares Ponticelli (PP), de Tubarão;
Luiz Carlos Tamanini (MDB), de Corupá;
Armindo Sesar Tassi (MDB), de Massaranduba;
Adriano Poffo (MDB), de Ibirama;
Adilson Lisczkovski (Patriota), de Major Vieira;
Patrick Corrêa (Republicanos), de Imaruí;
Luiz Divonsir Shimoguiri (PSD), de Três Barras;
Alfredo Cezar Dreher (Podemos), de Bela Vista do Toldo;
Felipe Voigt (MDB), Schroeder.
Também alvo de mandado de prisão:
Luis Antonio Chiodini (PP), de Guaramirim, não foi encontrado. Ele está na Europa, em viagem familiar, segundo a prefeitura.
Antônio Ceron, de Lages, foi solto mediante ao uso de tornozeleira eletrônica por causa de problemas de saúde.
O restante dos políticos está preso, sendo cinco réus no processo, informa o ‘g1‘. Segundo as investigações comandadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), uma empresa catarinense seria a responsável por pagar propina para agentes públicos no estado para ter acesso a licitações em diferentes municípios e um empresário seria o responsável pela interlocução com agentes públicos para a negociação de propina.
No ‘Twitter‘, Gleisi se manifestou sem muita perplexidade sobre o caso, ao comentar, com seus seguidores, que os “15 bolsonaristas“, sob o lema “Deus, Pátria, Família e Liberdade“, usado pelo ex-presidente, “estão em cana por fazerem esquema de propina em contratos de coleta de lixo em suas cidades. Arautos da moralidade, os apoiadores de Bolsonaro estão encrencados. Vamos ver o que fala o chefe“.
