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Em Harvard, Gilmar defende Moraes e critica Moro e atuação em sua “organização criminosa” de Curitiba (vídeo)

    “Não se pode nem de longe comparar Alexandre com Moro“, enfatizou o decano do STF, durante evento nos EUA – ASSISTA e SAIBA MAIS

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    Brasília, 13 de abril de 2025

    Em participação na 11ª edição da Brazil Conference, realizada em Harvard, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes defendeu a atuação de Alexandre de Moraes no inquérito que investiga a tentativa de golpe de Estado no Brasil e fez duras críticas à Operação Lava Jato, classificando-a como uma “organização criminosa“.

    Durante o evento, ocorrido neste sábado (12/abr), Mendes também rejeitou comparações entre Moraes e o ex-juiz Sérgio Moro, destacando diferenças éticas e legais em suas atuações.

    Defesa de Alexandre de Moraes

    Gilmar Mendes refutou alegações, frequentemente levantadas por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, de que Moraes estaria violando o devido processo legal por ser vítima e julgador no inquérito do golpe.

    Segundo o ministro, Moraes foi designado relator dos inquéritos relacionados e, por isso, sofreu ataques.

    “Não há justificativa para ele ser afastado. Ele não é suspeito, não está impedido, não está julgando no seu interesse”, afirmou Mendes.

    O decano destacou que seria fácil para investigados afastarem juízes com base em acusações infundadas, o que comprometeria a Justiça.

    Críticas à Lava Jato e Sérgio Moro

    Durante o painel, Mendes expressou orgulho por ter contribuído para o “desmanche” da Lava Jato, operação que, segundo ele, se transformou em uma organização criminosa em Curitiba.

    “O que eles organizaram, lamentavelmente, era uma organização criminosa”, declarou Mendes. O ministro revelou que já desconfiava das irregularidades antes dos vazamentos da Vaza Jato, que expuseram mensagens entre procuradores e Moro.

    Mendes também diferenciou Moraes de Moro, apontando que o ex-juiz se associou a Bolsonaro antes das eleições de 2018, aceitando o cargo de ministro da Justiça em seu governo.

    “Não se pode nem de longe comparar Alexandre com Moro”, enfatizou. Em 2021, o STF declarou a suspeição de Moro no julgamento de Lula, reforçando as críticas do ministro.

    Ministro decano do STF, Gilmar Mendes, durante entrevista na Brazil Conference, em Harvard | Imagem reprodução

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    Reflexões sobre o STF e Ativismo Judicial

    Além das críticas à Lava Jato, Mendes negou que o STF pratique ativismo judicial, argumentando que as decisões da Corte seguem o modelo constitucional brasileiro.

    Ele citou exemplos como a atuação do STF na pandemia, incluindo a liminar de Ricardo Lewandowski que determinou o início da vacinação, enquanto o governo Bolsonaro hesitava na compra de imunizantes.

    “Se existe algum ativismo, eu chamaria de proativismo, e tem sido feito para o bem”, declarou.

    Contexto do Evento

    A Brazil Conference, organizada por estudantes brasileiros de Harvard e MIT, reuniu debatedores para discutir temas relevantes ao Brasil.

    Mendes aproveitou o espaço para refletir sobre os últimos dez anos do STF, destacando a evolução da Corte para um trabalho mais coletivo e menos individualista.

    Ele também provocou risos na plateia ao relatar uma conversa com Bolsonaro, na qual sugeriu que o maior acerto do ex-presidente foi “tirar Moro de Curitiba e devolvê-lo ao nada”.

    A fala de Mendes reforça sua posição como crítico contumaz da Lava Jato e defensor das ações do STF em momentos de crise institucional, consolidando o papel da Corte na defesa da democracia brasileira.

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