Ato reuniu menos de 2% do público estimado, segundo a USP – Explicação pode ser a de que os próprios aliados já avaliam como iminente a sua prisão – SAIBA MAIS
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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reuniu apoiadores na orla de Copacabana, na Cidade Maravilhosa do Rio de Janeiro, neste domingo (16/mar), em um ato em defesa da anistia aos manifestantes golpistas terroristas condenados pelos atos do famigerado 8 de Janeiro, contra as sedes dos Três Poderes, em Brasília.
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A Avenida Atlântica e área adjacente à praia recebe cerca de 50 mil a 100 mil pessoas em domingos movimentados, atraindo moradores locais e de áreas mais afastadas da região, além de turistas, para atividades ao ar livre, como corrida, ciclismo, caminhada e visitação de um dos mais renomados pontos turísticos do Brasil.
Por este motivo, se torna impossível estimar o número aproximado de apoiadores que participaram do evento convocado pelo ex-presidente denunciado por tentativa de golpe de estado, mas, de acordo com o jornal O Estado de São Paulo, o ato reuniu apenas 18,3 mil pessoas.
O número representa menos de 2% do público estimado, segundo um levantamento da USP (Universidade de São Paulo). A explicação pode ser a de que os próprios aliados de Bolsonaro, que ainda aposta na mobilização para manter sua influência política, já avaliam como iminente a sua prisão.
Oito dias após a posse do Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 1º de janeiro de 2023, manifestantes bolsonaristas golpistas terroristas depredaram as sedes do Palácio do Planalto, do STF (Supremo Tribunal Federal) e do Congresso Nacional (Senado Federal e Câmara dos Deputados), em Brasília. Bolsonaro diz que eles agiram por vontade própria.
O ex-presidente teme a análise da Corte máxima de Justiça do Brasil sobre a denúncia do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que defende tornar logo Bolsonaro e aliados réus por tentativa de golpe de Estado.
Em seu discurso sempre tendencioso, Bolsonaro disse que não tem “obsessão pelo poder”, que não vai “sair do Brasil”, e, para manter acesa a chama da aversão que ele mesmo provoca em seus eleitores, fez críticas ao Governo Lula e, claro, ao STF, que tenta conter o avanço da desinformação, zelando pela defesa da Constituição, combatendo, com duras penas, os crimes praticados durante a inédita invasão que copiou a do Capitólio.
No ato em Copacabana, neste domingo (16/mar), apoiadores agitaram bandeiras do Brasil e gritaram “anistia já”, pedindo a libertação dos presos condenados a penas que ultrapassam, individualmente, 17 anos de prisão, por crimes como associação criminosa; abolição do Estado Democrático de Direito; dano qualificado; golpe de Estado; e deterioração do patrimônio tombado, impostas pelo relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes.
Bolsonaro reforçou sua narrativa de “perseguição política” ao afirmar que “jamais poderia imaginar que teríamos refugiados brasileiros pelo mundo afora”, novamente substituindo a realidade, que é a de que, pela lei, eles são “foragidos da Justiça“, que deixaram o país após as condenações por suas práticas criminosas de 8 de Janeiro, copiadas da também famigerada invasão do Capitólio, em 6 de janeiro de 2021, nos EUA, após Donald Trump ter sido derrotado, em seu primeiro mandato, pelo democrata Joe Biden.
O ato em Copacabana pode ser tentativa de pressionar o Congresso pela aprovação do Projeto de Lei que busca anistia aos condenados pelo STF, defendido por bolsonaristas na Câmara dos Deputados com pedidos de urgência para a votação da proposta, mas o próprio Tribunal já indicou que considera os atos de 8 de Janeiro uma tentativa de golpe contra a democracia, o que dificulta qualquer possibilidade de anistia.
Neste ato “esvaziado” em Copacabana, que está sendo comentado no mundo progressista como mais outro que “flopou“, o polêmico ex-presidente entrou no radar de todos os seus eleitores (ou ex), de todo o País, como um dos próximos condenados à pena de reclusão, que pode ocorrer ainda neste primeiro semestre de 2025.











