Sertanejos exageram na puxa-saquice em carta a Bolsonaro dizendo que o país virou um sonho (nem eles acreditam nisso) – Tudo pelo fim da meia-entrada

29/01/2020 0 Por Redação Urbs Magna

Em Carta, Cantores Sertanejos superam outros puxa-sacos ao associar Bolsonaro a crescimento econômico, combate à corrupção e geração de empregos (nem eles acreditam nisso).


Publicado por ET URBS MAGNA


Um evento nesta quarta (29), em Brasília, reuniu Bolsonaro a vários cantores sertanejos no Palácio do Planalto onde prestaram uma homenagem ao presidente.

Na realidade, o ‘carinho’ dos artistas tinha uma outra intenção: pedir o fim da meia-entrada em seus espetáculos.

Em julho do ano passado a CAS (Comissão de Assuntos Sociais) aprovou projeto que garantia a doadores de sangue o direito a meia-entrada em espetáculos artístico-culturais e esportivos.

E isso não agradou em nada essa classe que canta não porque os males espanta, mas por dinheiro (e quanto mais melhor).

E lá foram todos paparicar o presidente e, por fim, fazer o especialíssimo pedido pelo fim da cobrança de meia-entrada. 

Para atingir seu objetivo, os cantores sertanejos leram uma carta para Bolsonaro exaltando “seus notáveis feitos no ano de 2019, nos diversos setores produtivos do país” (É sério isso, gente!)

Em uma composição temperada fartamente com o exagero, o grupo chegou transmitir a ideia de que o Brasil carecia de “políticas públicas voltadas para o bem-estar da população brasileira” e que o Seu Jair conseguiu realizar isso.

A Carta chama muita atenção quando expõe um Brasil tão maravilhoso, mas tão próspero e feliz que, cá entre nós, penso que nem aqueles Cantores Sertanejos acreditam em nada do que leram, especialmente o trecho: “A retomada do crescimento econômico e da geração de empregos, o combate à corrupção, o resgate de valores da sociedade, desejos de toda a população brasileira, exigia atuação corajosa e eficiente do Governo Federal“.

Leia a íntegra da carta:


Carta de apoio dos artistas do setor sertanejo ao governo do presidente Bolsonaro

Os artistas do setor sertanejo do Brasil expressam seu apoio ao governo do presidente Jair Messias Bolsonaro e reconhecem seus notáveis feitos no ano de 2019, nos diversos setores produtivos do país.

Diante da difícil situação econômica e social pela qual passava o povo brasileiro, o Brasil precisava de uma atuação forte, decidida, responsável e sem interesses escusos por parte de seus governantes. 

A retomada do crescimento econômico e da geração de empregos, o combate à corrupção, o resgate de valores da sociedade, desejos de toda a população brasileira, exigia atuação corajosa e eficiente do Governo Federal.

O país carecia de um ambiente institucional e político estável, com políticas públicas voltadas para o bem-estar da população brasileira, num ambiente econômico saudável e sustentável.

Os artistas sertanejos, que percorrem todos os cantos desse grandioso Brasil e vivenciam todos os dilemas e dificuldades do povo brasileiro, encontraram no governo do presidente Bolsonaro essa postura de um governante que trabalha em prol de seu povo, de seu país.

Assim, expressamos espontaneamente nossos agradecimentos pelas ações e medidas do governo e manifestamos nosso apoio.

Queremos que o Brasil continue trilhando um caminho de prosperidade para seu povo!

Artistas presentes, segundo lista da Secom
 


E não é que, ao que parece, deu certo? Bolsonaro prometeu ajuda-los na demanda pelo fim da meia-entrada. Antes ficou emocionado e disse que sempre foi “apaixonado por música sertaneja”.

“Eu sempre fui apaixonado pela música sertaneja, e com toda certeza pelas suas letras em especial”, disse o presidente. 

“Eu devo muito a vocês [músicos sertanejos] a minha formação. Quero dizer que sempre tive um carinho muito especial por vocês. Nós chegamos à presidência e em parte devemos a vocês o apoio gratuito no momento em que a política estava bastante desacreditada no Brasil”, disse.

“Mais uma vez a vocês, artistas sertanejos, meu muito obrigado por essa homenagem que muito me orgulha e me toca.” 

Sem dar detalhes, o presidente também prometeu trabalhar por pleitos apresentados pelo segmento, seja por meio de decretos ou por projetos de lei.

Ele disse que atenderá os pedidos desde que não seja encontrado “óbice jurídico ou constitucional”.

Um dos presentes no ato foi Doreni Caramori, presidente da Abrape (Associação Brasileira dos Promotores de Eventos).

Caramori pediu em seu discurso o fim da cobrança de meia-entrada, que hoje beneficia estudantes, idosos, pessoas com deficiência e jovens de baixa renda. 

“Meio-livro não existe. Não existe meia-bicicleta, meio-caderno. Tem uma série de meios que estimulam a cultura que não são vendidos pela metade do preço. Não pode o Estado brasileiro intervir na economia e tomar 50% da receita de determinados setores sem nenhum tipo de compensação. Precisamos corrigir essa injustiça histórica”, afirmou. 

A meia-entrada para espetáculos artístico-culturais e esportivos é garantida por lei federal de 2013. Ele também defendeu mudanças nas regras de cobrança de direitos autorais.

Participaram do evento com Bolsonaro:

​Bia Ferraz
Breno Ferreira
Bruno e Marrone
Cesar Menotti e Fabiano
Cleber e Cauan
Cuiabano Lima
Dedé Santana
Dipaulo e Paulino
Duduca e Dalvan
Durval e Davi
Edu Braga
Gian e Giovani
Gilberto e Gilmar
Henrique e Juliano
Héster e Helena
Hugo e Guilherme
Hungria
Israel Novaes
Jads e Jadson
Jefferson Moraes
João Neto e Frederico
João Reis
Kleo di Bah
Matheus e Kauan
Marcos Brasil
Marcus Paulo e Marcelo
Max e Luan
Paraná
Paulo Pires
Racine e Rafael
Rejane Carminati
Samuel (Os Parazinhos)
Sayonara Power Santana
Teodoro e Sampaio
Tiago (Os Parazinhos)
Zé Henrique e Gabriel

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