Sua “delinquência poderá torná-lo inelegível nos próximos pleitos, obrigando a direita a apostar em candidatos mais civilizados”, escreve Bernardo Mello Franco
“A lei brasileira não oferece blindagem a ex-presidentes. De volta à planície, eles ficam ao alcance de procuradores e juízes de primeira instância. Nos últimos anos, isso abriu caminho para as prisões de Lula e Michel Temer. Em 2023, poderá chegar a vez de Bolsonaro“, escreve Bernardo Mello Franco, no Globo.
“Sem a proteção de Arthur Lira e Augusto Aras, ele terá que responder por seus atos. Não faltarão motivos para processá-lo e julgá-lo“, diz o jornalista, em outro trecho de sua matéria no jornal. “… as acusações [contra Bolsonaro] poderão resultar em penas de até 65 anos. Em janeiro, deverão ser remetidas à Justiça Federal de Brasília“.
Além dos crimes apontados pela CPI da COVID, “o capitão também poderá ser responsabilizado por crimes contra o Estado Democrático de Direito“. Lula repetiu, durante sua campanha, que “a revogação dos sigilos de cem anos, deverá expor” Bolsonaro “a problemas com a Justiça“. Ele “distorceu a Lei de Acesso à Informação para encobrir sua participação em escândalos” prossegue Franco.
“O capitão ainda terá que responder pela enxurrada de crimes eleitorais que praticou na tentativa de se perpetuar no poder. A delinquência poderá torná-lo inelegível nos próximos pleitos, obrigando a direita a apostar em candidatos mais civilizados“, escreve o jornalista, acrescentando que Bolsonaro “terá encontro marcado” com “ações penais” de processos que “serão remetidos à primeira instância“.
Para pontuar, Mello opina que “um perdão aos crimes de Bolsonaro não pacificaria nada – só serviria como prêmio e incentivo à reincidência“.
