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Elika Takimoto cala vitimização de Damares Alves contra negligência com Yanomamis (vídeo)

    Ex-ministra disse que acusações contra ela são “mentiras” e rebateu dizendo que acompanhou “com dor e tristeza as imagens que estão sendo divulgadas sobre os Yanomami“. Disse ainda que lutou “uma vida” por seus direitos e dignidade, mas imagens de uma indígena na Câmara dos Deputados cobrando ações do governo Bolsonaro cancela todo o seu discurso de defesa feito em 8 tuítes

    A escritora, professora de Física, historiadora, filósofa e deputada estadual, Elika Takimoto (PTRJ), publicou um vídeo em resposta a um tuíte feito pela ex-ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, em que mostra uma indígena dentro da Câmara dos Deputados batendo na mesa e cobrando ações do governo Bolsonaro.

    Em uma thread de oito tuítes, a ex-ministra tentou se defender do que chamou de “mentiras” nas redes sociais afirmando que acompanhou “com dor e tristeza as imagens que estão sendo divulgadas sobre os Yanomamis” e acrescentou que lutou “uma vida” por seus direitos e dignidade. Contudo, imagens da indígena desesperada cancela todo o discurso da bolsonarista hoje senadora do DF.

    A mulher indígena pergunta, no vídeo, referindo-se a Damares, “que ministra é aquela?“.

    “Os garimpeiros estão invadindo as nossas terras. Os madeireiros estão invadindo as nossas terras. (…) Porque não é demarcada, as nossas terras?” – ASSISTA:

    Leia a íntregra das afirmações de Damares Alves:

    “Acompanhei com dor e a tristeza as imagens que estão sendo divulgadas sobre os Yanomami. Minha luta pelos direitos e pela dignidade dos povos indígenas é o trabalho de uma vida. Mas diante de tantas mentiras espalhadas nos últimos dias, preciso esclarecer algumas coisas.

    No Governo Bolsonaro, a política indigenista era executada em três ministérios: Educação, Saúde e Justiça. Ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos cabia receber denúncias de violações de direitos dos indígenas e encaminhá-las às autoridades responsáveis.

    O MMFDH esteve ‘in loco’ inúmeras vezes para levantar informações. No auge da pandemia distribuímos cestas básicas. Enviamos ofícios aos órgãos responsáveis para solicitar atuação e recebemos relatórios das equipes técnicas, as quais informaram as providências tomadas.

    O MMFDH, num grande esforço, e com o apoio de outros órgãos, entregou o Plano Nacional de Enfrentamento a Violência Contra Crianças, inclusive reconhecendo a desnutrição como uma das mais terríveis violências contra elas, propondo ações.

    O Plano passou a ser executado priorizando três áreas indígenas e uma delas é a área Yanomami. SESAI e a FUNAI trabalharam muito no governo Bolsonaro, não houve omissão.

    A desnutrição entre crianças indígenas é um dilema histórico e foi agravada pelo isolamento imposto pela pandemia. Entre os anos 2007 e 2011, o Vale do Javari já tinha índices alarmantes.

    A mesma imprensa que hoje faz cobertura positiva da agenda presidencial fez críticas à época. Tenho a convicção de que mais do que posar para fotos e realizar belos discursos (feitos a quilômetros das aldeias), devemos enfrentar a raiz do problema.

    Sempre questionei a política do isolamento imposta a algumas comunidades. Está na hora de uma discussão séria sobre isso. Ao invés de perdermos tempo nessa guerra de narrativas e revanchismo, proponho um pacto por todas as crianças do Brasil, de todas as etnias“.

    1 comentário em “Elika Takimoto cala vitimização de Damares Alves contra negligência com Yanomamis (vídeo)”

    1. O cinismo, a hipocrisia, o maquiavelismo da quadrilha já não surpreende a mais ninguém.
      Aquele grupo, maldito grupo, precisa ser exterminado — de preferência, na cadeia!

    Os comentários estão fechados.

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