Eleição presidencial no Equador 2025: urnas fecham com 83,76% de participação, aponta Conselho Eleitoral do país
Alta adesão eleitoral marca segundo turno presidencial, com disputa acirrada entre Daniel Noboa e Luisa González – SAIBA MAIS
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Quito, 13 de abril de 2025
As urnas do segundo turno das eleições presidenciais do Equador fecharam às 17h do horário local (19h de Brasília) com uma participação eleitoral de 83,76%, conforme anunciado por Diana Atamaint, presidenta do Conselho Nacional Eleitoral (CNE).
O número reflete o engajamento da população em um pleito polarizado entre o atual presidente Daniel Noboa, da Ação Democrática Nacional (ADN), e Luisa González, do Movimento Revolução Cidadã, que decidirá o comando do país para o mandato 2025-2029.
Daniel Noboa, candidato do Partido da Ação Democrática Nacional, ao votar no Equador, em 15 de outubro | Foto de Marcos Pin/AFP
Luisa González vota em outubro de 2024 | Imagem reprodução Instagram/@luisamgonzalezec
Até as 13h, 41% dos eleitores já haviam votado, e no exterior, 47 zonas eleitorais concluíram a jornada.
A votação transcorreu sem incidentes violentos significativos, sob forte esquema de segurança com 56,6 mil agentes mobilizados.
O processo foi marcado por medidas como o fechamento de fronteiras e militarização de portos, ordenados por Noboa para conter possíveis tentativas de desestabilização.
A apuração começou imediatamente após o encerramento, mas resultados oficiais são aguardados para as próximas horas.
No primeiro turno, em 9 de fevereiro, Noboa obteve 44,3% dos votos e González, 43,8%, configurando uma disputa apertada.
A campanha para o segundo turno focou nos 8,96% de votos brancos e nulos, além dos 5,2% de Leonidas Iza, candidato indígena. González acusou Noboa de irregularidades, como uso de recursos públicos, enquanto o presidente defendeu sua gestão contra a violência e crise econômica herdada.
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O Equador enfrenta desafios como alta criminalidade, com taxa de homicídios de 38 por 100 mil habitantes em 2024, e uma economia em recuperação lenta, com crescimento previsto de 1,6% para 2025, segundo o FMI.
A escolha entre Noboa, alinhado à elite econômica, e González, ligada ao ex-presidente Rafael Correa, definirá os rumos do país em um cenário de polarização e expectativas por estabilidade.
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