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Efígies de Trump estarão em frente e verso de moeda de US$ 1 aos 250 anos da Independência dos EUA

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    Rascunhos mostram
    Rascunhos mostram efígies do presidente dos EUA, Donald Trump, que serão utilizadas em moeda de UR$ 1, para comemorar os 250 anos da Independência dos país, em 2026 / Imagem reprodução @SteveGuest/X


    Mas Trump deveria estar “morto” para a ideia valer legalmente, pois nunca um presidente vivo esteve em moeda circulante desde 1976, quando o bicentenário optou por símbolos neutros como o Sino da Liberdade – SAIBA MAIS



    Washington, 04 de outubro de 2025.

    O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos divulgou na sexta-feira (3/out) um rascunho ousado (foto) para uma moeda de US$ 1 que imortaliza o presidente Donald Trump nas comemorações do 250º aniversário da Declaração de Independência, marcado para 2026.

    A peça, autorizada pela Circulating Collectible Coin Redesign Act de 2020 – lei bipartidária assinada por Trump em seu primeiro mandato –, promete reacender debates sobre tradição, legalidade e o espírito americano de superação.

    O design preliminar da moeda é impactante em sua dualidade simbólica. De um lado, o perfil de Trump surge imponente, com a icônica palavra “liberty” (liberdade) pairando acima e a inscrição “1776-2026” abaixo, ancorando o tributo ao marco fundador da nação. Do outro, uma imagem dinâmica do presidente com o punho erguido em gesto de determinação, ecoando suas palavras após sobreviver a uma tentativa de assassinato em 2024: “fight, fight, fight” (lute, lute, lute). Ao fundo, uma bandeira americana ondulante reforça o patriotismo feroz, transformando a moeda em um artefato que não só celebra o passado, mas projeta a resiliência atual dos EUA.

    Moeda comemorativa dos EUA com o perfil de Donald Trump de um lado e uma imagem dele erguendo o punho com a bandeira americana do outro, acompanhada das inscrições 'LIBERTY' e 'FIGHT, FIGHT, FIGHT'.


    A confirmação veio diretamente das redes sociais, onde o secretário do tesouro, Scott Bessent, e o tesoureiro Brandon Beach endossaram a autenticidade do rascunho. Em postagem no X (antigo Twitter), Beach afirmou: “Sem notícias falsas aqui. Estes primeiros rascunhos em homenagem ao 250º aniversário dos Estados Unidos e @POTUS são reais. Estou ansioso para compartilhar mais em breve, quando a paralisação obstrucionista do governo dos Estados Unidos terminar“.

    Bessent repostou a mensagem, sinalizando apoio oficial em meio ao shutdown parcial do governo, iniciado na quarta-feira (1º/out) por impasses no Congresso sobre gastos em saúde e prioridades democratas.

    Um porta-voz do Tesouro complementou: “Enquanto um design final de moeda de US$ 1 ainda não foi selecionado para comemorar o semiquincentenário dos Estados Unidos, este primeiro rascunho reflete bem o espírito duradouro de nosso país e da democracia, mesmo diante de imensos obstáculos”.

    A notícia, que explodiu nas redes e na mídia global, já é amplamente coberta por veículos de peso, atualizando o debate com nuances legais e culturais.

    A Reuters destacou o potencial da moeda para simbolizar a “evolução da democracia americana” em tempos turbulentos, enquanto a CNN Business enfatizou que, apesar da legitimidade dos rascunhos, o design final permanece em aberto, com expectativa de mais detalhes pós-shutdown (reabertura do governo).

    Já a CNBC apontou controvérsias: a lei de 2020 proíbe retratos de pessoas vivas no verso das moedas comemorativas, o que pode invalidar o punho erguido de Trump – uma brecha que juristas debatem como “intencionalmente ambígua” para eventos emblemáticos.

    O The Guardian, em reportagem atualizada deste sábado (4/out), explorou o simbolismo do gesto “fight, fight, fight”, ligando-o diretamente à foto viral do atentado em Butler, Pensilvânia, e questionando se isso não transforma uma comemoração nacional em uma “homenagem pessoal”.

    A Fox Business, por sua vez, celebrou o projeto como prova de que, sob Trump, os EUA entram no 250º aniversário “mais fortes e prósperos do que nunca”, ecoando o otimismo do Tesouro.

    Já a Forbes alertou para os “obstáculos legais”, notando que Trump seria o primeiro presidente vivo em moeda circulante desde 1976, quando o Bicentenário optou por símbolos neutros como o Sino da Liberdade.

    A Newsweek e o Politico corroboram: o rascunho, supervisionado pelo Escritório do Tesoureiro, avança apesar das restrições do Código dos EUA (31 U.S.C. § 5114), que geralmente veta vivos em cédulas e moedas regulares – mas permite exceções para itens comemorativos.

    Essa fusão de história e atualidade não é isolada: Trump já presidiu um desfile militar controverso em junho, em seu 79º aniversário, como prelúdio às festas do America 250.

    Críticos veem narcisismo; apoiadores, um reflexo autêntico da “América que luta”. Com o shutdown drenando o PIB em até 0,5% semanalmente (segundo Bessent em entrevista recente à CNBC), a moeda surge como farol de unidade – ou faísca de divisão.

    Sobre a Lei que propõe a moeda Tump

    A Circulating Collectible Coin Redesign Act de 2020 (Lei de Redesign de Moedas Coletáveis Circulantes de 2020), promulgada como Public Law 116-330, representa um marco na numismática americana ao autorizar o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, por meio da United States Mint, a produzir e emitir moedas circulantes com designs inovadores e colecionáveis entre 2022 e 2030.

    Apresentada como H.R. 1923 no 116º Congresso, a lei foi introduzida em 27 de março de 2019 pela congressista Barbara Lee (D-CA), com co-patrocínio bipartidário de French Hill (R-AR) e outros 11 membros da Câmara.

    Após aprovação na Câmara em 22 de setembro de 2020 e no Senado em 17 de dezembro de 2020 (com emendas), a versão final foi aprovada pela Câmara em 31 de dezembro e sancionada pelo então presidente Donald Trump em 13 de janeiro de 2021.

    Essa legislação bipartidária visa revitalizar o interesse público pela história e pela cultura americana através de moedas que circulam no dia a dia, mas com apelo colecionável.

    Ela altera o Título 31 do Código dos Estados Unidos, adicionando subseções específicas à Seção 5112, que regula a cunhagem de moedas.

    O objetivo principal é promover educação, marketing e coleta, com surtaxas em produtos numismáticos para financiar os programas sem custo adicional ao orçamento federal – uma cláusula explicitada na Seção 8 da lei, que isenta os custos de produção de moedas e medalhas comemorativas.

    A lei estabelece três pilares fundamentais para o redesign de moedas, todos com foco em narrativas inclusivas e históricas:

    1) American Women Quarters Program (2022-2025): Anualmente, a US Mint emite cinco designs de quarters (moedas de 25 centavos) no verso, celebrando contribuições de mulheres proeminentes à sociedade americana. Cada design deve ser emblemático de realizações em áreas como direitos civis, artes, ciências ou ativismo. Por exemplo, as honradas incluem figuras como Maya Angelou, Sally Ride e Nina Otero-Warren. O anverso mantém o perfil de George Washington, mas com modificações sutis, como inscrições incusas, para diferenciá-las das moedas regulares. Uma das designs deve destacar a contribuição de mulheres ao nascimento da nação ou à Declaração de Independência. As moedas são produzidas em ligas de cobre-níquel para circulação, além de versões em prata .999 fina para colecionadores, incluindo edições Proof e Uncirculated.

    2) Semiquincentennial (250º Aniversário, 2026): Para marcar os 250 anos da fundação dos EUA em 1776, a lei autoriza o redesign completo de moedas circulantes – centavos, nickels (5 centavos), dimes (10 centavos), half dollars (50 centavos) e dólares. Os designs devem ser emblemáticos do semiquincentenário, com pelo menos um quarter destacando mulheres na história americana. Além disso, a Mint lançará uma coleção “Best of the Mint”, compilando designs icônicos da história numismática dos EUA. Essa disposição é crucial para o rascunho recente da moeda de US$ 1 com elementos trumpianos, embora a lei imponha restrições estritas: “No head and shoulders portrait or bust of any person, living or dead, and no portrait of a living person may be included” (Nenhum retrato de cabeça e ombros ou busto de qualquer pessoa, viva ou morta, e nenhum retrato de pessoa viva pode ser incluído) em designs comemorativos de aniversário.

    3) Youth Sports Coin Program (2027-2030): Dos anos 2027 a 2030, quarters e half dollars terão versos celebrando esportes populares entre jovens americanos, como beisebol, futebol e basquete. Para cada design de moeda, a Mint pode emitir medalhas complementares com temas semelhantes, sujeitas a surtaxas. Após 2030, exceto para quarters e half dollars (que revertem a designs anteriores), as moedas voltam aos padrões regulares. A Seção 6 da lei estabelece diretrizes para todos os programas: designs devem ser aprovados pelo Citizens Coinage Advisory Committee (Comitê Consultivo de Cunhagem de Cidadãos), garantindo qualidade artística e relevância histórica. Além disso, o Tesouro pode desenvolver campanhas de marketing e educação para promover a coleta, ampliando o alcance cultural. Para bullion coins de prata, a lei atualiza subseções para incluir designs temáticos, como os de mulheres americanas, em composições de .999 fina. Essa lei não só inova a produção monetária, mas também reforça a acessibilidade da história americana – moedas que você usa no supermercado podem contar histórias de empoderamento e resiliência. No contexto atual, com o rascunho da moeda de 2026 sob escrutínio, ela destaca tensões entre inovação e tradição.



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