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Crescimento de 0,4% consolida setor como maior peso no varejo, impulsionado por consumo e desafios inflacionários – SAIBA MAIS
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Brasília, 16 de maio de 2025
As vendas do setor de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo alcançaram o maior patamar histórico em março de 2025, com alta de 0,4% em relação a fevereiro, conforme dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (15/mai).
O segmento, que representa 56,4% do varejo restrito, consolidou-se como o principal motor do comércio brasileiro, apesar de desafios como inflação de alimentos e uma base de comparação elevada.
Segundo Cristiano Santos, gerente da PMC, o crescimento reflete um consumo resiliente, mas enfrenta limitações.
“Entre agosto de 2024 e março de 2025, o único mês de crescimento mais efetivo foi fevereiro, com 1,2%. Há quase uma estabilidade, com variações muito perto de zero”, afirmou.
Ele destacou que a inflação de alimentos, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), impactou o volume de vendas, com altas acima de 1% em quatro dos sete meses entre outubro de 2024 e março de 2025.
O varejo restrito como um todo cresceu 0,8% em março ante fevereiro, marcando a terceira alta consecutiva e renovando o recorde histórico da série iniciada em 2000, conforme reportado pelo Valor Econômico.
O volume de vendas está 1,8% acima do registrado em dezembro de 2024, sendo o maior crescimento para um mês de março desde 2018, quando atingiu 1,3%.
Fatores que Influenciam o Desempenho
O IBGE apontou que a expansão do crédito tem favorecido a compra de bens não essenciais, reduzindo a concentração em produtos básicos de supermercados.
“O consumo das famílias não está tão concentrado em produtos básicos, tivemos uma expansão do crédito”, explicou Santos.
Além disso, a inflação de alimentos no domicílio, que subiu 8,23% em 2024 contra uma inflação geral de 4,83%, segundo o IPCA, limitou um crescimento mais robusto.
Em 2024, o setor de supermercados já havia mostrado aceleração, com alta de 4,6% no ano, ante 3,7% em 2023.
No acumulado de 12 meses até março de 2025, o varejo restrito avançou 3,1%, com destaque para o desempenho de supermercados e artigos farmacêuticos, que cresceram 14,9% em 2024.
Contexto Econômico e Social
O crescimento do varejo reflete um cenário de pleno emprego e aumento do rendimento médio, que subiu 3,9% em outubro de 2024 frente ao mesmo período de 2023, alcançando R$ 3.255, conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua.
A população ocupada atingiu 103,6 milhões, um recorde histórico. Esses fatores impulsionaram o consumo, especialmente em supermercados, que respondem por mais da metade do varejo.
Por outro lado, a inflação de alimentos segue como um obstáculo. Em novembro de 2024, os preços de alimentação e bebidas subiram 1,81%, impactando o desempenho do setor.
Apesar disso, fevereiro de 2025 registrou uma alta de 1,1% nas vendas de supermercados, beneficiada por uma desaceleração inflacionária.
Perspectivas
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Para 2025, o IBGE projeta que o varejo pode manter o crescimento, mas a inflação e a base de comparação elevada continuam como desafios.
O setor de supermercados, por seu peso no varejo, seguirá como termômetro da economia brasileira, com expectativas de que o aumento do rendimento e a estabilidade no emprego sustentem o consumo.












