Redução de 0,34% no índice reflete alívio em alimentos e minérios – SAIBA MAIS
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Brasília, 28 de março de 2025
O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registrou uma queda de 0,34%, em março de 2025, mostra a jornalista Míriam Leitão em sua coluna no jornal O Globo, nesta sexta-feira (25/mar).
O texto destaca que a redução foi impulsionada principalmente pela queda nos preços de arroz, carne bovina e minério de ferro, itens que exercem forte influência no índice calculado pela FGV (Fundação Getulio Vargas).
O recuo marca um alívio em relação à inflação de preços no atacado, embora os efeitos no varejo ainda dependam de outros fatores econômicos.
Impacto das Commodities no IGP-M
Segundo a matéria, o IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo), que representa 60% do IGP-M, foi o principal responsável pela deflação, com uma queda de 0,66%.
Entre os destaques estão o arroz em casca (caiu 5,66%), a carne bovina (caiu 3,5%) e o minério de ferro (caiu 2,12%). Esses produtos, amplamente utilizados em contratos de aluguel e como indicadores econômicos, refletem uma desaceleração nos custos de produção, influenciada por maior oferta e menor pressão internacional.
Contraste com a Inflação ao Consumidor
Apesar da boa notícia no atacado, o IPC (Índice de Preços ao Consumidor), que compõe 30% do IGP-M, apresentou alta de 0,47%. Itens como ovos (+8,15%) e passagens aéreas (+5,88%) puxaram o aumento, evidenciando que a inflação sentida pelo consumidor final segue pressionada.
Leitão aponta que a queda nos preços ao produtor pode, eventualmente, aliviar os custos de alimentos como carnes e derivados de soja, mas o repasse ao varejo não é imediato.
Perspectivas para a Economia Brasileira
A deflação do IGP-M, que acumula queda de 2,18% em 12 meses, é um sinal positivo para contratos indexados, como aluguéis, e pode indicar um cenário de alívio inflacionário no futuro.
No entanto, Míriam Leitão ressalta que o impacto no bolso dos brasileiros depende de variáveis como sazonalidade, câmbio e demanda global.
A redução nos preços do minério de ferro, por exemplo, reflete uma menor pressão da China, maior compradora mundial, enquanto a carne bovina beneficia-se de um ciclo de maior oferta no mercado interno.










