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Eduardo Leite ‘puxou saco de fascista bolsonarista, plantou vento e colheu tempestade de vaias’, diz Pimenta (vídeos)

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    O governador
    O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), reage a vaias do público durante abertura da 48 Expointer |5.9.2025| Imagem reprodução/X


    Governador foi hostilizado pelo público durante evento de abertura da 48ª Expointer, realizada no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio/RS



    Brasília, 06 de setembro de 2025

    Na abertura da 48ª Expointer, realizada no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, na última sexta-feira (5/set), o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), foi alvo de intensas vaias durante seu discurso.

    Segundo o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), as manifestações vieram de “bolsonaristas, integrantes de movimentos de direita e de extrema-direita, além de parlamentares que fazem parte desses grupos”.

    Em um vídeo publicado em suas redes sociais no sábado (6/set), Pimenta criticou duramente o governador, a quem se referiu como “Eduardo Lento”, acusando-o de tentar se aproximar do bolsonarismo para ganhos políticos, mas acabar “colhendo tempestade do vento que plantou”.

    De acordo com Pimenta, as vaias refletem o preço pago por Leite por sua suposta ambiguidade política.

    Quem flerta com a extrema-direita, quem adula o fascismo e os bolsonaristas, acaba pagando um preço alto na política”, afirmou o deputado, destacando que o governador “vacilou” ao não se posicionar claramente contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em momentos cruciais, como o golpe de 8 de janeiro, e ao não reconhecer publicamente o apoio do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na reconstrução do Rio Grande do Sul após as enchentes de 2024.

    Na hora de reconhecer o apoio do governo Lula, ele preferiu se juntar num discurso rasteiro que tentava omitir tudo aquilo que nós fizemos”, disparou Pimenta.

    O parlamentar também criticou a postura de Leite diante das vaias, descrevendo-o como “desestabilizado” (assista no vídeo abaixo) e incapaz de lidar com a pressão.

    “Ele não é acostumado a ser vaiado. É tratado sempre como uma espécie de príncipe da política gaúcha, blindado pela mídia”, ironizou.

    Pimenta ainda destacou que, apesar do governo federal ter destinado “mais de R$ 12 milhões” para apoiar agricultores gaúchos afetados por estiagens e enchentes, as vaias aos ministros Carlos Fávaro (Agricultura) e Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário), presentes no evento, eram esperadas por serem motivadas por “questões ideológicas”.

    Contexto do Evento e Reação de Leite

    A Expointer 2025, a maior feira agropecuária da América Latina, foi marcada por protestos de produtores rurais endividados, que cobravam medidas mais robustas do governo federal e estadual para enfrentar a crise no setor.

    Durante seu discurso, Leite reagiu às vaias, minimizando-as e destacando sua trajetória política: “Não tem problema em me vaiar. Fui vereador em Pelotas e, sob vaias, virei prefeito. Como prefeito, tomei vaia e virei governador. Fui o primeiro governador reeleito na história desse estado. Com a vaia de vocês, vou seguir em frente”.

    Ele acusou setores políticos de tentarem “capturar politicamente” a pauta ruralista, sugerindo que as manifestações tinham motivações além das demandas legítimas dos produtores.

    Entre os manifestantes, estavam presentes parlamentares como os deputados federais Luciano Zucco (PL), Giovani Cherini (PL) e Marcel van Hattem (Novo), além de outros políticos de direita, como o deputado estadual Capitão Martim (Republicanos) e a secretária de Desenvolvimento Econômico de Porto Alegre, Fernanda Barth (PL).

    Apoio Federal e Conflitos Políticos

    Pimenta enfatizou o papel do governo federal na reconstrução do Rio Grande do Sul, destacando a liberação de recursos para renegociação de dívidas agrícolas, incluindo uma Medida Provisória que destina R$ 12 bilhões com juros entre 6% e 10% ao ano, ainda pendente de aprovação no Congresso Nacional.

    Ele criticou a postura de Leite por não valorizar essas ações, acusando-o de tentar agradar a base bolsonarista para evitar desgaste político.

    “Quem planta vento, colhe tempestade”, reforçou o deputado, sugerindo que a tentativa de Leite de se alinhar à extrema-direita resultou em sua rejeição pelos mesmos grupos que ele tentou cortejar.

    No Rio Grande do Sul, Eduardo Leite enfrenta o desafio de equilibrar sua imagem de gestor moderado com as demandas de uma base eleitoral que inclui setores da direita e da extrema-direita.

    Sua relutância em citar diretamente o presidente Lula em eventos de reconstrução sugere uma estratégia para não alienar eleitores bolsonaristas, especialmente em um contexto pré-eleitoral para 2026.

    Contudo, as vaias indicam que essa abordagem pode estar falhando, deixando-o vulnerável tanto à crítica da esquerda quanto à desconfiança da direita.

    Por outro lado, Paulo Pimenta utiliza o episódio para reforçar a narrativa do PT de compromisso com os gaúchos, enquanto projeta sua própria imagem como potencial candidato ao governo estadual em 2026.

    A nomeação de Pimenta como ministro da Secretaria Extraordinária para Reconstrução do Rio Grande do Sul em 2024 já indicava sua centralidade na articulação federal no estado, mas também gerou tensões com Leite, que evita confrontos diretos com o governo federal para manter uma postura de neutralidade.

    A Expointer 2025, portanto, não foi apenas um palco para discussões sobre o agronegócio, mas também um reflexo das disputas políticas que moldarão o cenário eleitoral gaúcho.

    Enquanto Leite busca se consolidar como uma liderança de centro, Pimenta aposta na polarização para fortalecer sua base e destacar o papel do governo Lula na recuperação do estado.



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    1 comentário em “Eduardo Leite ‘puxou saco de fascista bolsonarista, plantou vento e colheu tempestade de vaias’, diz Pimenta (vídeos)”

    1. O governador é muito fraco na argumentação política, seu discurso não tem conteúdo programático, nem cresce no fortalecimento ideológico, aliás está é a grande fraqueza dele, inclusive ao afirmar que segue uma “carreira política”, carreira política, no Brasil, é sinônimo de oportunismo, quando não é coronelismo familiar.

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