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Esquerda age pior que em 2013 e arrisca eleger um bolsonarista moderado fake, diz jornalista

    Eduardo Guimarães alerta que campanha contra STF é plano para enfraquecer Lula e endossa frase do colunista Joel Pinheiro da Fonseca: “Tudo que enfraquece o STF fortalece o bolsonarismo. Esquerda poderia tomar a investigação como sua, mas vocifera e tenta deslegitimar

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    Multidão ocupa
    Multidão ocupa a Avenida Paulista durante manifestação nacional contra o governo Lula e ministros do STF em 1º de março de 2026, com pedidos de “Fora Lula, Moraes e Toffoli”. Foto: Reprodução/G1 (cobertura ao vivo do ato em São Paulo)
    RESUMO
    URBS MAGNA - Progressistas por um BRASIL SOBERANO


    Brasília (DF) · 11 de março de 2026

    Em transmissão ao vivo em seu canal Blog da Cidadania no YouTube, nesta quarta-feira (11/mar), o jornalista Eduardo Guimarães afirmou que os ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF) configuram estratégia para enfraquecer o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e abrir espaço para candidatura bolsonarista em 2026.

    Eduardo Guimarães destacou que a percepção positiva da economia e a aprovação de Lula estavam em alta no final de 2025, mas começaram a cair a partir de dezembro exatamente quando se intensificou a campanha contra o STF.

    Ele citou a pesquisa Datafolha divulgada em sábado (7/mar), que registrou 40% de avaliação ruim ou péssima do governo (contra 37% em dezembro), 32% de ótimo ou bom e 26% de regular.

    O jornalista reproduziu e endossou a frase do colunista Joel Pinheiro da Fonseca, publicada na Folha de S.Paulo em 9 de março: “Tudo que enfraquece o STF fortalece o bolsonarismo. Esquerda poderia tomar a investigação como sua, mas vocifera e tenta deslegitimar.

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    Pinheiro Folha

    Daniel Vorcaro não ligava muito para ideologia na hora de comprar apoio.

    Seus aliados no Congresso eram mais do centrão e da direita, mas não faltam parcerias à esquerda.

    O escritório de Ricardo Lewandowski, já ministro do governo Lula, tinha contrato de R$ 5 milhões com o Banco Master.

    O ex-ministro da Fazenda Guido Mantega também prestou consultoria e apresentou Vorcaro a Lula.

    O CredCesta, cartão de benefícios consignados operado pelo Banco Master, foi originalmente comprado de uma estatal sob o governo petista da Bahia.

    Os dois grandes nomes do jogo político, no entanto, parecem alheios ao caso.

    Lula teve uma reunião com Vorcaro, assim como tem com tantos outros empresários; e aparentemente nada saiu dela.

    Bolsonaro, por sua vez, fez post em 2024 surfando na onda de indignação contra o Banco Master: defendeu os servidores da Caixa que perderam seus cargos depois de barrarem operação com o banco, o que lhe rendeu o xingamento de “beócio” por parte de Vorcaro.

    A esquerda poderia, aliás, tomar a investigação como sua.

    A infiltração no Banco Central se deu na gestão Roberto Campos Neto, e foram trocados na gestão Galípolo, que também liquidou o banco.

    Ademais, é a Polícia Federal no governo Lula que tem levado adiante a investigação.

    E, no entanto, nas redes e na imprensa, o que mais se vê são vozes de esquerda vociferando contra a investigação e para deslegitimar a imprensa: Revista Fórum, Brasil 247 e até nomes como o diretor Kleber Mendonça Filho.

    A acusação de “lava-jatista” volta a ser lançada contra qualquer um que queira investigar possíveis corruptos.

    O que muda esse quadro são as suspeitas contra o Supremo.

    Moraes se tornou herói absoluto da esquerda brasileira ao protagonizar o inquérito e julgamento da trama golpista.

    Foi o algoz de Bolsonaro.

    E o Supremo é visto, com alguma razão, como sócio do governo Lula.

    Tudo o que enfraquece o Supremo fortalece o bolsonarismo.

    Assim, o caso Master é bom para Flávio.

    E só deixará de sê-lo se o núcleo bolsonarista entrar na mira.

    As fake news se espalham nas bolhas da esquerda.

    Primeiro foi dito que nem sequer existia contrato entre Viviane Barci de Moraes e o Banco Master.

    Na segunda-feira, ela detalhou o contrato.

    Ou seja, existia.

    Agora circula forte o boato de que o Alexandre nas mensagens de Vorcaro não seria o ministro do Supremo.

    Democracia não casa bem com heróis.

    Não há contradição nenhuma em um juiz ter uma atuação exemplar num caso (não estou dizendo que teve) e ser culpado de corrupção em outro contexto (não estou dizendo que é).

    É justamente pelo fato de que toda autoridade pode se corromper que temos divisão de Poderes, um limitando o outro.

    E não é à toa que, conforme o Supremo se protege, cresce —por parte do povo e do Senado— o desejo pelo impeachment de ministro, o que também fortalece a oposição.

    A postura do Supremo, de blindar os seus e de publicar notas explicativas que só enrolam e desencaminham, piora as suspeitas.

    Os tempos não são propícios para quem aposta contra a transparência.

    “Lava-jatismo” só é insulto em contextos minoritários.

    Ser contra o combate à corrupção — recado dos senadores petistas, que até agora não assinaram a CPI de Moraes e Toffoli— para proteger um aliado alimenta ainda mais a desconfiança popular.

    A conta é paga nas urnas.


    Eduardo Guimarães completou que essa lógica cristalina explica a queda de popularidade: “O que desfavorece o STF, o que é ruim para a imagem do STF, é bom para o bolsonarismo e arrisca o Brasil a ter um bolsonarista moderado fake na presidência da República e começar tudo de novo.”

    Ele lembrou que o próprio Joel Pinheiro da Fonseca é o criador da tese do bolsonarismo moderado, inicialmente associada a Tarcísio de Freitas, mas agora encampada por Flávio Bolsonaro.

    Segundo Eduardo Guimarães, a mídia tradicional (Folha, Estadão, Globo, Veja) adotou o modelo porque Tarcísio não se dispôs e Flávio se mostrou disposto a negociar e conversar.

    O jornalista dedicou parte central da transmissão ao caso Banco Master.

    Reportagem da jornalista Malu Gaspar no O Globo de 6 de março revelou mensagens trocadas entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes no dia 17 de novembro, data da primeira prisão de Vorcaro.

    Eduardo Guimarães citou a nota do escritório Barci de Moraes (da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro), que detalhou 94 reuniões, 36 pareceres e equipe de 15 advogados, sem mencionar o valor de R$ 129 milhões divulgado pela coluna.

    Eduardo Guimarães alertou que a associação do STF ao escândalo — mesmo sem investigação contra Alexandre de Moraes, conforme a Polícia Federal — infla o bolsonarismo: “Deixar o STF se arrebentar, impichar ministros, derrubar ministros, criar um código de conduta neste momento que sugere à sociedade que o tribunal é corrupto leva a água para o moinho do bolsonarismo quando ele diz que a condenação dos golpistas do Bolsonaro e sua organização criminosa foi uma farsa”.

    Ele citou a manifestação nacional de 1º de março de 2026 na Avenida Paulista e outras capitais, com mote “Fora Lula, Moraes e Toffoli”, como prova de que a narrativa ganha corpo.

    Eduardo Guimarães ainda comparou o momento ao de 2013: “Eu avisei isto que vocês estão fazendo lá em 2013 naquelas manifestações de esquerda que atacavam a Dilma e o Lula e o PT principalmente e o Haddad fariam a extrema direita sair do armário. Foi dito e feito. E agora estou dizendo o que a esquerda está fazendo agora é pior do que foi feito em 2013. É tempo de acordar.”

    Nesta quarta-feira (11/mar), a Polícia Federal reiterou não ver elementos para investigar Alexandre de Moraes pelas mensagens, conforme noticiado pelo g1.

    Novos desdobramentos do caso Banco Master podem surgir em breve.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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