Falas descredibilizam ambos ante opinião pública por colocações exageradas – deputado afirma que ministro quer “concluir o que Adélio Bispo começou” e senador diz que Moraes será “responsável por qualquer coisa que aconteça ao pai
Brasília, 22 de novembro 2025
A prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro em sua residência, mesmo ele já estando em prisão domiciliar e utilizando tornozeleira eletrônica, desencadeou uma forte reação de seus filhos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro.
Ambos acusaram o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, de atuar fora dos limites legais, classificando a ação como uma escalada da perseguição política e, em termos mais graves, uma “tentativa de assassinato”.

Através das redes sociais (X), Eduardo Bolsonaro expôs a visão de que a prisão preventiva de seu pai não é uma medida cautelar comum, mas sim uma tentativa de eliminação física. O deputado afirmou que Moraes está “tentando concluir o que Adélio Bispo, o homem que esfaqueou meu pai em 2018, começou”.
A polarização das críticas atingiu o auge quando Eduardo classificou o ministro comom pretenso assassino: “Precisamos ter a coragem de dizer exatamente o que está acontecendo: Moraes está tentando terminar o trabalho que Adélio Bispo começou. É uma tentativa de assassinato, nada menos do que isso”.
Para Eduardo, o ministro Moraes age como “um psicopata”, seguindo a cartilha de “todo tirano psicopata que veio antes dele”. Ele argumenta que o objetivo do ministro é “bem simples: matar meu pai. Terminar o serviço que a esquerda já tentou”.
O deputado chega a comparar a diferença entre Moraes e Adélio Bispo apenas nos meios disponíveis para cometer o assassinato, chamando ambos de “pistoleiros de aluguel, a serviço de criminosos que sequestraram o poder no Brasil”.
Eduardo Bolsonaro também trouxe à tona o caso de Clezão, um “patriota que morreu sob custódia em circunstâncias igualmente controversas”.
Cleriston Pereira da Cunha, o Clezão, era um empresário baiano, de 46 anos, que cumpria pena no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, por envolvimento na invasão dos prédios dos Três Poderes em 8 de janeiro.
Ele se tornou réu perante o STF, acusado de crimes como associação criminosa armada e golpe de Estado, embora ainda não tivesse sido julgado. Clezão morreu na unidade prisional em novembro de 2023, vítima de um mal súbito durante o banho de sol.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) havia emitido um parecer favorável ao seu pedido de liberdade provisória, com medidas cautelares, em setembro de 2023, mas Moraes não havia analisado o pedido.
A família e a defesa questionaram a manutenção da prisão preventiva, alegando falta de provas e que Clezão possuía condições de saúde delicadas preexistentes. Seu caso é até hoje citado com frequência pela direita.
Em sua longa postagem, também com uma versão em inglês, em resposta a um perfil estadunidense, no X, Eduardo Bolsonaro acusou diretamente Moraes de ter matado Clezão e sugeriu que o ministro ministro testou métodos de execução:

“Ele matou o Clezão da mesma forma e saiu impune. Precisamos entender que Alexandre de Moraes é um psicopata; aquele assassinato serviu para testar os métodos de execução que estão disponíveis para ele”.

A Vigília e o Argumento de Fuga Iminente
Um dos pontos centrais da controvérsia foi a decisão de prisão preventiva, que, segundo as fontes, foi baseada na convocação de uma vigília de oração.
Flávio Bolsonaro havia convocado o ato religioso, mas a manifestação foi tratada pela Justiça como “uma simples vigília de oração” e, na decisão, como “reunião ilícita” que comprometeria a ordem pública. O senador classificou a decisão como a criminalização de um direito fundamental:
“O que o Alexandre Moraes fez hoje foi criminalizar o direito sagrado constitucional de reunião o direito sagrado constitucional do livre exercício da minha crença”, disse em live de seu canal.
O senador contestou veementemente a justificativa legal de que a vigília seria um subterfúgio para uma tentativa de fuga do ex-presidente. Ele questionou a lógica por trás da acusação, citando o intenso monitoramento:
“Olha a insanidade e o ponto que chegou: mais de 100.000 pessoas usam [tornozeleira] eletrônica no Brasil e ninguém é tratado dessa forma com tanta humilhação”, afirmou.
“Policiais na porta da casa dele 24 horas por dia. câmeras de segurança apontadas pra rua 24 horas por dia; policiais filmando 24 horas por dia quem entra e quem sai inspeção todos os dias dentro da casa do presidente Bolsonaro”, completou.
Flávio destacou que a tornozeleira teria supostamente apresentado problemas à 00h08 de sábado, enquanto a vigília estava marcada apenas para as 19h: “Tem algum sentido manipular a tornozeleira e esperar 19 horas para depois tentar fugir o que é absolutamente então humanamente impossível de acontecer”.
Ele ainda citou a fragilidade de argumentos, como a residência de Bolsonaro estar a apenas 13 km da Embaixada dos Estados Unidos em Brasília, para justificar a prisão.
Perseguição Política e a Nulidade do Processo
Tanto Eduardo quanto Flávio insistiram que a prisão é resultado de perseguição política, e não de fundamentos jurídicos.
Flávio Bolsonaro afirmou que a decisão do ministro Moraes é “tão frágil”, baseada em “hipóteses” e em “regismos”. Ele sustenta que o processo “sempre foi político” e que as provas nos autos falam a favor de Bolsonaro. O senador citou como evidências de que Bolsonaro jamais planejou um golpe:
1. Um vídeo pós-eleições com a frase: “Vão sentir saudade de nós”.
2. Um vídeo solicitando que “não houvesse nenhuma mobilização [que] causasse comoção social”.
3. A nomeação dos comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica a pedido do então presidente eleito Lula.
4. A delação de CID, onde este respondeu que “jamais foi tratado nada sobre sobre golpe ou algo parecido com isso”.
Flávio concluiu que a perseguição visa silenciar a oposição: “O Brasil está atravessando um momento muito grave, sim, de total desgaste da democracia de total desrespeito à Constituição as garantias individuais”, disse no vídeo.
Ele também acusou o ministro de querer “enterrar todos os Bolsonaros vivos” por medo do povo.
Reforçando as alegações de perseguição, Eduardo Bolsonaro criticou o tratamento dado ao seu pai, que é “um ex-presidente de 71 anos já está em prisão domiciliar, usando tornozeleira eletrônica e sendo monitorado pela polícia 24 horas por dia”.
O deputado alertou: “Este é o tipo de escalada sobre a qual a história nos alerta. Quando os regimes falham em derrotar seus oponentes politicamente, tentam fazê-lo fisicamente”.
Apelos à Fé e à Justiça Divina
Diante do que consideram uma afronta legal e política, Flávio Bolsonaro fez um apelo religioso e espiritual. Ele insistiu que a invocação do “Senhor dos Exércitos” em suas orações e na vigília se refere a Deus e não a qualquer força militar.
O senador afirmou que a luta atual é uma “guerra espiritual” e advertiu Moraes sobre a responsabilidade pela saúde do pai: “Se acontecer alguma coisa com meu pai Alexandre Moraes a culpa é sua”.
Flávio encerrou a transmissão convidando os apoiadores a participarem da vigília religiosa, garantindo que o movimento não será silenciado:
“Não tem caneta no mundo que vá me impedir ou impedir milhões de brasileiros de seguirem lutando pelo seu país de seguirem lutando para Bolsonaro estar livre e orando para Bolsonaro ficar vivo”.
Ele citou passagens bíblicas para confortar os seguidores, como Provérbios 28:28: “Quando os ímpios sobem os homens se escondem mas quando eles perecem os justos se multiplicam”.

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Qualquer meliante portador de tornozeleira que tentar burlar o equipamento com certeza vai sofrer punição, e assim aconteceu com Bolsonaro.
Exatamente isso…
O Alexandre de Moraes está certo
Bolsonaro iria fugir.
O bolsonarismo é uma maldição burra, tentaram camuflar a fuga do genocida, deu errado, mais uma vez o tiro saiu pela culatra.
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