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    Condenado como o pai, Eduardo Bolsonaro participa de agendas nos EUA visando nova ofensiva contra STF

    — calculando —
    Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo em Washington

    📷 Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo em Washington |2.4.2025| Foto reprodução X

    RESUMO
    URBS MAGNA

    | Washington (US)
    22 de junho de 2026

    O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro desembarcou nesta segunda-feira (22/jun) em Washington, D.C., para uma série de agendas com integrantes do governo de Donald Trump e parlamentares do Partido Republicano.

    A viagem ocorre apenas seis dias após a Primeira Turma do STF condená-lo, por unanimidade, a quatro anos e dois meses de prisão em regime semiaberto pelo crime de coação no curso do processo.

    O deslocamento representa uma nova tentativa de internacionalizar o embate judicial envolvendo a família Bolsonaro, transferindo para o cenário americano a narrativa de que a Justiça brasileira estaria agindo de forma excessiva contra a oposição.

    Segundo a coluna de Igor Gadelha, no Metrópoles, Eduardo Bolsonaro está acompanhado do jornalista Paulo Figueiredo, seu principal interlocutor junto a setores conservadores norte-americanos.

    O blogueiro e empresário é alvo de duas frentes principais no Supremo Tribunal Federal (STF): uma denúncia por tentativa de golpe de Estado e uma ação por coação no curso do processo. Como mora nos Estados Unidos, seu processo de notificação oficial tem sido complexo e arrastado.

    Entre os compromissos está um jantar nesta segunda-feira (22/jun) com cerca de 20 senadores republicanos. O objetivo declarado é apresentar a condenação como prova de “perseguição judicial” e reforçar pedidos de apoio político, inclusive para a reativação de sanções com base na Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes.

    A sentença do STF, proferida na terça-feira (16/jun), considerou que Eduardo Bolsonaro atuou nos Estados Unidos para pressionar autoridades americanas a adotarem medidas contra magistrados brasileiros, com o intuito de interferir no julgamento de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no caso da trama golpista.

    O ex-deputado cumpre pena em regime semiaberto, recebeu multa de R$ 162 mil e ficou inelegível por oito anos.

    Fontes ligadas a Eduardo Bolsonaro avaliam que a condenação serve como “munição” para convencer aliados de Donald Trump de que há excessos do Judiciário brasileiro.

    O próprio ex-deputado já havia pedido publicamente, logo após a decisão, que o presidente americano restabelecesse sanções contra Alexandre de Moraes.

    O Departamento de Estado dos Estados Unidos classificou a condenação como “perseguição” e “manipulação jurídica”, ampliando o tom de tensão diplomática entre os dois países.

    A estratégia de buscar apoio externo revela a consolidação de uma rede de contatos construída por Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo nos Estados Unidos desde a mudança do ex-deputado para o país, em fevereiro de 2025.

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