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Plano do filho de Bolsonaro prevê criação do “eduardismo” e saída do PL com parte da legenda

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    Eduardo Bolsonaro
    Eduardo Bolsonaro / Foto: Vinicius Schmidt/Metropoles | Valdemar Costa Neto / Foto: Sérgio Lima/Poder360


    Vivendo atualmente nos EUA e sob risco de prisão ao retornar, entenda o plano radical que ameaça dividir a direita em 2026 enquanto as tensões no partido revelam crise interna e estratégias que podem redesenhar o cenário político



    Brasília, 01 de outubro 2025

    O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) avança em seu ambicioso projeto de poder, que inclui a saída iminente do Partido Liberal (PL) e a tentativa de arrastar consigo até 30 deputados aliados.

    A revelação, exclusiva do blog de Andréia Sadi no g1, expõe não apenas descontentamentos financeiros, mas uma estratégia calculada para posicionar o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro como herdeiro ideológico de um bolsonarismo mais radical e globalizado.

    No entanto, fontes do partido tratam a estimativa de debandada como exagero risível, destacando que Eduardo, baseado nos Estados Unidos desde fevereiro, enfrenta riscos reais de perda de mandato por denúncias da Procuradoria-Geral da República (PGR) e processos no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados.

    De acordo com o artigo, o cerne do desentendimento gira em torno de recursos partidários. Aliados de Valdemar Costa Neto, presidente do PL, afirmam que “o verdadeiro motivo por trás dos recentes rumores a respeito da saída de Eduardo Bolsonaro do PL é dinheiro”.

    O deputado reclamaria da falta de verbas para sua articulação de comunicação e relações internacionais – áreas que ele domina, mas que o partido vê como supérfluas enquanto ele reside em solo americano.

    Pior: há atritos com o PL Mulher, liderado por Michelle Bolsonaro, que se consolidou como uma potência eleitoral rodando o Brasil, enquanto Eduardo prioriza conexões externas.

    Lideranças do PL ironizam que, nos EUA, não há necessidade de articulação política local, já que o partido elege representantes diretamente no Brasil.

    Essa crise interna não surge do vácuo. Eduardo já semeia bases para um bolsonarismo mais ideológico, agrupando ao menos 20 deputados “eduardistas” dispostos a migrar para uma legenda nanica, longe da influência do centrão no PL.

    O deputado briga abertamente com o centrão e tenta realinhar o grupo radical que orbitava o ideólogo Olavo de Carvalho, falecido em 2022.

    Enquanto cogita deixar o PL e disputar o Planalto à distância, ele ganha musculatura entre ultradireitistas internacionais, mas perde tração no Congresso brasileiro.

    Do lado esquerdo do espectro político, essa manobra é vista como o enésimo capítulo da desagregação da extrema direita, um fenômeno que progressistas celebram como oportunidade para fortalecer a democracia.

    Analistas alinhados ao Partido dos Trabalhadores (PT) e ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva argumentam que o projeto de poder de Eduardo reflete o autoritarismo inerente ao bolsonarismo: uma família que prioriza clãs pessoais sobre instituições, fomentando divisões que enfraquecem o adversário comum.

    A saída planejada visa enfraquecer o PL de Valdemar, interpretada como retaliação por supostos “jogos duplos” do presidente do partido, que faria gestos públicos de apoio aos Bolsonaros enquanto age contra eles nos bastidores.

    Essa debandada convocada pode precipitar mudanças eleitorais e representar o novo formato de organização da extrema direita no Brasil, alerta o portal, ecoando críticas de que tal fragmentação isola o bolsonarismo radical, facilitando vitórias da esquerda em 2026.

    Eduardo afirmou ser candidato com ou sem apoio de Bolsonaro, planejando filiação a um partido menor para lançar-se à sucessão de Lula.

    No entanto, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em conversa com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) em 29 de setembro, descartou explicitamente um projeto nacional para Eduardo, preferindo-o no Senado por São Paulo.

    Essa discórdia familiar expõe fissuras profundas: enquanto Eduardo sonha com o Planalto, apoiadores veem na PEC das Prerrogativas e na anistia do 8 de Janeiro uma luz no fim do túnel para sua volta ao Brasil.

    O clã de condiciona apoios a saídas negociadas para crises como a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, usando a anistia como moeda de troca.

    Bolsonaro exige o ‘pagamento’ antecipado para declarar apoio público ao pupilo, segundo o portal de Esmael Morais, em critica ao que chama de chantagem institucional que ameaça a estabilidade democrática.

    A estratégia de Eduardo é mais estratégica que emocional, uma jogada para redesenhar o tabuleiro político em prol de autonomia clânica, longe de amarras partidárias.

    Rumores apontam o PRTB como possível destino, mas o partido descartou abertamente a legenda para uma candidatura presidencial de Eduardo, conforme publicou a Folha de S. Paulo.

    Saídas recentes de deputados do PL – quatro em janeiro, segundo o jornal – ilustram a pressão bolsonarista que repele moderados, forçando-os a rotular dissidentes como “comunistas do PL“.

    Para a esquerda, isso é prova cabal de que o extremismo de Eduardo não constrói, mas destrói: um bolsonarismo fragmentado que, ao invés de unir a direita, a condena ao isolamento.

    Enquanto Eduardo navega por águas turvas – indiciado por coação em julgamentos do Supremo Tribunal Federal (STF) e sob risco de inelegibilidade –, sua saga motiva debates acalorados sobre o futuro da direita.



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    1 comentário em “Plano do filho de Bolsonaro prevê criação do “eduardismo” e saída do PL com parte da legenda”

    1. GILBERTO APARECIDO DAMIANO

      Bolsonaro é criminoso e está preso, mas continua articulando contra o Brasil. Xandão precisa cercear esse bandido contra as visitas!

    Os comentários estão fechados.

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