“E quem vai me tirar da cadeia? Quando vou sair de lá?”, treplicou o deputado intercontinental – ENTENDA
Brasília, 04 de setembro de 2025
Em fevereiro de 2025, durante uma viagem ao Texas com sua família, Eduardo Bolsonaro começou a temer ser preso ao retornar ao Brasil.
Segundo uma reportagem da revista piauí, ele telefonou para seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, buscando garantias.
“Pai, você me garante que eu não vou ser preso? Você não acha que tem 1%, 2%, 3% de chance?”, perguntou Eduardo, conforme relato do próprio.
Sem garantias do pai, que teve o passaporte retido desde fevereiro de 2024, o deputado passou a especular sobre as consequências de uma eventual prisão: “E quem vai me tirar da cadeia? O senhor vai obrigar meus filhos e minha mulher a me visitarem na cadeia? E quando é que eu vou sair de lá?”.
A partir desse receio, Eduardo intensificou sua estadia nos Estados Unidos, onde passou a articular ações para pressionar o Brasil e tentar proteger seu pai, investigado por suposta tentativa de golpe de Estado.
Em julho, o deputado intercontinental (norte-latino-americano) permitiu que o repórter João Batista Jr. o acompanhasse por cinco dias em cidades como Dallas, Miami e Washington.
Durante essas interações, Eduardo criticou aliados bolsonaristas, como os governadores Tarcísio de Freitas (São Paulo), Ronaldo Caiado (Goiás) e Ratinho Jr. (Paraná), chamando-os de “carniceiros” por priorizarem interesses econômicos em um evento da XP Investimentos em São Paulo.
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Eduardo também revelou descontentamento com o PL, seu partido, por não receber o suporte solicitado, como advogado e estrutura na Flórida.
Ele acredita que o presidente do partido, Valdemar Costa Neto, favorece Michelle Bolsonaro como candidata presidencial por considerá-la mais controlável.
“A pergunta que eu faço é: será que o partido não vê que o que eu faço aqui é muito mais relevante?”, questionou.
Suas ações nos EUA incluem mobilizar apoio político e econômico, como a articulação de tarifas de 50% impostas por Donald Trump contra exportações brasileiras, vistas como uma tentativa de pressionar o Brasil a anistiar Jair Bolsonaro.
Eduardo pediu para exercer seu mandato de deputado a partir dos EUA, mas não tem comparecido nem mesmo às sessões virtuais da Câmara dos Deputados.
Além disso, Jair Bolsonaro manteve contatos diretos com aliados de Trump, como o advogado Martin de Luca, do Trump Media Group, para divulgar mensagens contra o STF e o ministro Alexandre de Moraes, que impôs restrições ao ex-presidente, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica desde julho de 2025.
A estratégia de Eduardo nos EUA gerou críticas dentro do próprio bolsonarismo. Silas Malafaia expressou descontentamento e alertou que uma eventual prisão seria “a maior covardia”.
A pressão de Eduardo por uma anistia ampla, que inclua seu pai e não apenas os envolvidos no 8 de janeiro, também foi desmascarada como uma manobra para proteger a cúpula bolsonarista, e não apenas “senhorinhas” ou “trabalhadores desamparados”.








Covardes.
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