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Eduardo Bolsonaro prevê que será preso após ter seu passaporte apreendido, em ‘jogo combinado’

    Para o deputado que estaria utilizando viagens aos EUA para incentivar retaliações contra o Brasil, “deputados do PT fazem a narrativa, o ministro “puxa para ele” e “manda para a PGR ” dizendo para “aceitar” pra “não ficar tão feio parecendo” que é só o ministro o “perseguindo” – SAIBA MAIS

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    O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) tenta convencer o governo do republicano Donald Trump de que o magistrado e o Judiciário daqui perseguem seu pai, o ex-presidente inelegível até 2030, além de três vezes indiciado pela PF (Polícia Federal), bem como denunciado pela PGR (Procuradoria-Geral da República), Jair Bolsonaro (PL).

    O parlamentar da extrema direita crê que a Corte máxima de Justiça do Brasil atenta contra a liberdade de expressão e, por esse motivo, passou a acreditar que terá seu passaporte retido por decisão do relator de todos os casos que tramitam no Supremo contra o “mito dos mentecaptos“, como ficou conhecido Jair no meio progressista.

    Moraes determinou que a PGR se manifeste sobre o pedido de deputados do PT para investigar o filho do primeiro chefe de Executivo nacional a não conseguir se reeleger para o cargo ao ser derrotado para o Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2022, e apreender seu passaporte, alegando que ele cometeu crimes contra a soberania nacional ao “patrocinar retaliações” durante suas viagens aos EUA.

    Segundo afirmou Eduardo em tom de “vítima” de uma “perseguição“, existe um “jogo combinado” entre Moraes, PT e PGR e é “altamente provável” que seu passaporte seja apreendido para facilitar o monitoramento e a possível ordem de prisão contra ele.

    “Os deputados do PT fazem a narrativa, o Alexandre de Moraes puxa para ele dizendo que trata-se de mais um caso do 8 de Janeiro, manda para a Procuradoria-Geral da República, depois manda um recado ou fala diretamente com o Paulo Gonet e diz ‘olha, aceita aí para não ficar tão feio parecendo que sou só eu perseguindo o Eduardo‘”, afirmou o deputado em entrevista ao canal Programa 4 por 4, no YouTube, conforme transcreveu o Estadão.

    O deputado afirmou em suas redes sociais que sua atuação internacional é apenas para denunciar eventos no Brasil, mencionando os acontecimentos de 8 de Janeiro e as prisões de Daniel Silveira, Anderson Torres e Walter Braga Netto, que para ele são injustas. Eduardo declarou também que vão “ter que cortar” sua língua para fazê-lo “parar”. Suas afirmações provocam o engajamento dos eleitores da extrema direita, que sabidamente têm ideologia embasada no “ódio”.

    “Quando Lula assina algum acordo internacional, para ele começar a valer para o Brasil, precisa da aprovação do Congresso. O primeiro local dentro da Câmara dos Deputados que esse tratado internacional vai parar é na mesa do presidente da Comissão de Relações Exteriores [e Defesa Nacional (CREDN)]”, disse Eduardo Bolsonaro, que presidirá o colegiado da Casa Legislativa, conforme prometido pelo PL. Por este motivo, para o deputado a apreensão de seu passaporte tem o objetivo impedi-lo de assumir a presidência.

    Eduardo e o influenciador Paulo Figueiredo Filho discutiram, em um vídeo recente, suas reuniões nos EUA, solicitando ao governo Trump que ajude a expor uma alegada interferência nas eleições brasileiras de 2022, pedindo por eleições justas e responsabilização de agentes públicos por violações à democracia.

    Uma comissão da Câmara dos Representantes dos EUA aprovou um projeto de lei que pode impedir a entrada de autoridades estrangeiras que atuem contra a liberdade de expressão de cidadãos americanos, podendo resultar em deportação. Embora Moraes não seja mencionado, os parlamentares que apoiam a proposta já expressaram críticas a ele.

    No mesmo dia, o Departamento de Estado dos EUA criticou o bloqueio de redes sociais pelo Brasil, chamando as decisões de “censura” e classificando como incompatíveis com os valores democráticos, ao passo que o Itamaraty acusou o governo americano de politizar decisões judiciais do STF.

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