Deputado intensifica ataques contra autoridades brasileiras, articulando sanções com aliados nos Estados Unidos e investigadores já têm provas robustas contra o filho do réu no STF e inelegível até 2030, Jair
Brasília, 31 de julho de 2025
A articulação liderada pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e pelo youtuber bolsonarista Paulo Figueiredo nos Estados Unidos tem como objetivo pressionar autoridades brasileiras, como o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Em nota publicada na última quarta-feira (30jul), Eduardo defendeu a tarifa de 50% imposta pelo governo de Donald Trump aos produtos brasileiros, chamando-a de “resposta legítima”.
Segundo fontes do blog da jornalista Andréia Sadi, no g1, essa postura é vista por investigadores como uma tentativa de coação, agravando a situação jurídica tanto do deputado quanto de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Investigadores da Polícia Federal (PF) e autoridades do STF afirmam possuir “material robusto” para indiciar Eduardo por coação no curso de processos judiciais.
Caso retorne ao Brasil, ele pode enfrentar prisão, assim como Jair Bolsonaro, que também poderia responder por obstrução de justiça, além das acusações relacionadas à tentativa de golpe de Estado.
A estratégia bolsonarista, segundo fontes próximas, não mostra sinais de recuo, com planos de intensificar ataques contra ministros, policiais federais e outras figuras do judiciário brasileiro.
A crise ganhou contornos internacionais com a articulação de Eduardo junto a aliados de Trump, que resultou em sanções econômicas contra o Brasil.
No STF, há expectativa de que a Câmara dos Deputados ou a Procuradoria-Geral da República (PGR) tomem medidas sobre o mandato do deputado.
A situação se complica ainda mais com a possibilidade de Jair Bolsonaro enfrentar novas acusações, como tentativa de obstrução, o que pode reforçar o cerco judicial contra a família.
O desfecho dessa ofensiva internacional permanece incerto, mas as consequências jurídicas para Eduardo e Jair Bolsonaro podem ser severas.
Enquanto Eduardo segue nos Estados Unidos, o Brasil acompanha os próximos passos do STF e da PGR, que podem definir o futuro político da família Bolsonaro em meio a uma crise que mistura política, justiça e diplomacia.








