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Eduardo Bolsonaro tenta dar “o golpe que foi derrotado em 08/01/23”, diz Edinho Silva

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    O Presidente
    O Presidente do Partido dos trabalhadores, Edinho Silva | Foto: Fabiano do Amaral/Corrreio do Povo


    Manifestações do deputado atacando a PF só reforçam as tentativas das lideranças golpistas – apoiadas pelo intervencionismo de Trump, desrespeitando as instituições brasileiras – de tentar materializar a trama golpista, diz presidente do PT



    Brasília, 20 de julho de 2025

    O presidente nacional eleito do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, acusou o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) de tentar reavivar a trama golpista que culminou nos atos de 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro invadiram as sedes dos Três Poderes em Brasília.

    Em publicação nas redes sociais nesta segunda-feira (21/jul), Edinho afirmou que as recentes declarações de Eduardo contra a Polícia Federal (PF) reforçam “as tentativas das lideranças golpistas – apoiadas pelo intervencionismo de Trump, desrespeitando as instituições brasileiras – de tentar materializar a trama golpista“.


    As declarações de Edinho Silva surgem em um momento de escalada nas tensões entre o governo brasileiro e setores da oposição alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

    Eduardo Bolsonaro, que se licenciou do mandato e atualmente reside nos Estados Unidos, tem intensificado críticas à PF e ao Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente ao ministro Alexandre de Moraes, responsável por inquéritos que investigam Jair Bolsonaro e aliados por suposta tentativa de golpe após as eleições de 2022.

    Durante uma live no domingo (20 de julho de 2025), Eduardo atacou o delegado Fábio Alvarez Shor, responsável por investigações envolvendo o ex-presidente, chamando agentes da PF de “cachorrinhos” e lançando ameaças.

    A postura de Eduardo tem sido associada a uma articulação internacional com apoio de Trump, que anunciou no início de julho uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, citando o processo judicial contra Bolsonaro como motivação.

    Em carta publicada em sua rede social, Truth, no dia 17 de julho, Trump criticou a Justiça brasileira, classificando o julgamento de Bolsonaro como uma “caça às bruxas” e exigindo seu encerramento imediato.

    A medida tarifária, que entra em vigor em 1º de agosto, foi interpretada por governistas como uma tentativa de pressão externa sobre as instituições brasileiras, enquanto bolsonaristas alegam que reflete a perseguição ao ex-presidente.

    A fala de Edinho Silva foi endossada por outros líderes do PT, como o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), que pediu a prisão preventiva de Eduardo Bolsonaro, classificando suas ações como “crime de traição à nação“.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também se pronunciou, sugerindo, sem citar nomes, que Eduardo foi aos EUA para pedir a Trump que interviesse no Brasil, classificando a carta do presidente americano como “desaforada“.

    Lula prometeu uma resposta às tarifas americanas, reforçando que a Justiça brasileira não está sujeita a ingerências externas.

    No âmbito judicial, o STF impôs medidas cautelares a Jair Bolsonaro na sexta-feira (18/jul), incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de comunicação com outros investigados, como Eduardo.

    A decisão de Alexandre de Moraes cita as ações de Eduardo nos EUA como atentados à soberania nacional.

    A Procuradoria-Geral da República (PGR) também avalia medidas contra o deputado por incitar autoridades estrangeiras contra o Supremo.

    Impactos políticos e econômicos

    O tarifaço de Trump gerou reações mistas. Enquanto aliados de Bolsonaro, como Eduardo, defendem a medida como pressão por anistia aos envolvidos no 8 de janeiro, setores do agronegócio, base importante do bolsonarismo, criticaram os impactos econômicos.

    A Frente Parlamentar da Agropecuária manifestou preocupação com o aumento de custos e a perda de competitividade das exportações brasileiras. Por outro lado, governistas acusam Eduardo de trair interesses nacionais ao articular sanções contra o Brasil.

    A movimentação de Eduardo nos EUA, incluindo reuniões com figuras como Steve Bannon, ex-conselheiro de Trump, reforça a narrativa de uma rede internacional de apoio ao bolsonarismo.

    Um levantamento de 2023 do Centro Latinoamericano de Investigação Jornalística já apontava a participação do deputado em articulações com a extrema-direita global para contestar as eleições de 2022.

    As ações do deputado licenciado, aliadas às sanções americanas, intensificam o embate entre governo e oposição, enquanto o STF avança nas investigações sobre o 8 de janeiro.

    O desfecho do julgamento de Jair Bolsonaro, previsto para setembro, e as negociações comerciais com os EUA serão determinantes para o futuro político e econômico do país.



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    2 comentários em “Eduardo Bolsonaro tenta dar “o golpe que foi derrotado em 08/01/23”, diz Edinho Silva”

    1. A OMISSAO PELOS ATOS DA FAMÍLIA LEVARAM A ESSAS CONSEQUENCIAS FUNESTAS!!!

    Os comentários estão fechados.

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