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Eduardo ‘acha que alguém fora da bolha golpista é idiota de achar que ele defende a democracia’, diz jornalista

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    Eduardo Bolsonaro
    Eduardo Bolsonaro |18.8.2025| Imagem reprodução/X


    O deputado sabotador que falava em fechar STF com um cabo e um soldado gravou um vídeo atacando a Corte depois que Flávio Dino “suspendeu aplicação da Lei Magnitsky no Brasil“, mostra Guga Noblat



    Brasília, 18 de agosto de 2025

    Em um vídeo postado na plataforma X, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que atualmente reside nos Estados Unidos, classificou leu uma matéria da jornalista Andréia Sadi, publicada no portal g1, cuja manchete se lê: “Sem citar Magnitsky, Dino impede restrições decorrentes de atos unilaterais estrangeiros“.

    No vídeo, Eduardo criticou duramente os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino e Alexandre de Moraes, chamando-os de “braços radicais desse regime“.

    Em fala sem objetividade e confusa, o filho do réu no STF, Jair Bolsonaro, acusou ambos de contribuírem para uma crise institucional no Brasil, parecendo sugerir que o mercado financeiro, até então omisso, terá que decidir entre “falir o empreendimento” ou reconhecer a crise para buscar uma solução que evite transformar o país em uma “república de bananas, tal qual da Venezuela“.

    O parlamentar finalizou alertando que “a resposta dos Estados Unidos ao que tudo indica está muito próxima“, insinuando novas sanções contra autoridades brasileiras.

    O jornalista Guga Noblat, em resposta ao vídeo, publicou em sua conta no X: “Dudu Cabo e Soldado acusa golpe depois do Flávio Dino suspender aplicação da Lei Magnitsky no Brasil. O deputado sabotador q falava em fechar STF com um cabo, acha mesmo q alguém fora da bolha golpista é idiota a ponto de achar q ele defende a democracia?“.

    A crítica de Noblat faz referência a uma declaração antiga de Eduardo Bolsonaro, em que ele sugeriu que bastariam “um cabo e um soldado” para fechar o STF, reacendendo debates sobre suas intenções democráticas.

    Contexto da Lei Magnitsky e a Crise Diplomática

    A Lei Magnitsky, sancionada nos Estados Unidos em 2012 e ampliada globalmente em 2016, permite sanções contra indivíduos acusados de violações de direitos humanos ou corrupção, como bloqueio de bens, proibição de entrada no país e restrições financeiras.

    Eduardo Bolsonaro tem articulado junto a aliados do presidente Donald Trump a aplicação dessa lei contra Alexandre de Moraes, acusado por bolsonaristas de promover perseguição política e censura, especialmente no inquérito que investiga suposta tentativa de golpe de Estado envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

    Em 30 de julho, os Estados Unidos confirmaram sanções contra Moraes, intensificando a crise diplomática entre os dois países.

    A medida de Flávio Dino, mencionada por Eduardo, visa bloquear os efeitos de sanções unilaterais estrangeiras, como a Lei Magnitsky, no Brasil.

    Dino emitiu uma decisão que impede restrições decorrentes de atos internacionais, sem mencionar diretamente a legislação americana, em uma tentativa de proteger a soberania nacional.

    Essa ação foi interpretada por Eduardo como uma resistência do STF às pressões externas, o que ele considera uma escalada da crise institucional.

    Repercussões e Tensões Bilaterais

    A aplicação da Lei Magnitsky contra Moraes gerou reações polarizadas. O jurista Walter Maierovitch, em entrevista à CBN, classificou a sanção como “arbitrária e sem respaldo jurídico“, argumentando que ela afronta a soberania brasileira.

    Já Eduardo Bolsonaro celebrou a medida como um “marco histórico“, conforme postagem no X, onde agradeceu Trump e aliados como o secretário Marco Rubio por responsabilizarem autoridades brasileiras por supostos abusos.

    Além disso, Eduardo tem pressionado por anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 e pelo impeachment de Moraes, condicionando a suspensão de sanções econômicas, como tarifas de 50% sobre produtos brasileiros anunciadas por Trump, à aprovação dessas medidas no Congresso Nacional.

    Essa estratégia visa pressionar os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, a apoiarem pautas bolsonaristas.

    Impactos e Questionamentos

    Especialistas em Direito Internacional alertam que a aplicação da Lei Magnitsky a membros do STF é inédita e pode agravar a crise diplomática, com possíveis ações do Brasil na Corte Internacional de Justiça contra os Estados Unidos por interferência.

    As decisões do STF não configuram violações de direitos humanos que justifiquem sanções, destacando que o Judiciário atua dentro de sua competência.

    A tensão bilateral foi exacerbada pela operação da Polícia Federal contra Jair Bolsonaro, que resultou em medidas como uso de tornozeleira eletrônica e recolhimento domiciliar.

    Trump reagiu com a suspensão de vistos de Moraes e outros ministros do STF, além de ameaças de novas sanções econômicas, o que o governo Lula classificou como “chantagem inaceitável” na Organização Mundial do Comércio (OMC).

    As declarações de Eduardo Bolsonaro e a resposta de Guga Noblat demonstram a polarização em torno da atuação do STF e das relações Brasil-EUA.

    De um lado, a direita vende a ideia de que existe um regime autoritário. Por outro lado, críticos como o jornalista questionam sua legitimidade para defender a democracia, citando episódios passados.

    A crise institucional, agravada por sanções internacionais, coloca o Brasil em um momento delicado, com implicações para a economia e a soberania nacional.



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