Preço alto: além de ser cassado, o deputado também caminha para ser processado “por agir contra o sistema financeiro brasileiro” e terá que arcar com “ações indenizatórias” – SAIBA QUEM DISSE ISSO
Brasília, 25 de agosto de 2025
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) está no centro de uma crescente controvérsia política e jurídica, com acusações que podem levar à cassação de seu mandato e a processos criminais e cíveis.
Em recente publicação na plataforma X, o Ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira (PT-SP), alertou que o parlamentar “está caminhando não apenas para ser cassado na Câmara e processado pelos seus ataques contra a democracia, mas também por agir contra o sistema financeiro brasileiro, podendo ser processado não apenas na esfera penal, mas também com ações indenizatórias pelos crimes que está cometendo”.
Teixeira praticamente previu a prisão do general Braga Neto, quando em 2021 disse ao então ministro da Defesa do governo Bolsonaro, durante sessão na Câmara, que ele poderia ser preso, caso tentasse dar um golpe contra as eleições de 2022 com a alegação de que não ocorreriam eleições se o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) não implementasse o voto impresso“.
O ministro, em sua publicação no X, neste domingo (25/ago), dirigiu um recado direto ao deputado, marcando-o na rede social: “Eduardo, quando a conta chegar, não deve ter pedido de Pix ou Trump que irão pagá-la”.
O @BolsonaroSP está caminhando não apenas para ser cassado na Câmara e processado pelos seus ataques contra a democracia, mas também por agir contra o sistema financeiro brasileiro, podendo ser processado não apenas na esfera penal, mas também com ações indenizatórias pelos…
— Paulo Teixeira (@pauloteixeira13) August 24, 2025
As alegações de Teixeira ecoam denúncias apresentadas por partidos como PT e PSOL ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, que analisa quatro representações contra Bolsonaro.
As ações, encaminhadas pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), em 15 de agosto, apontam quebra de decoro parlamentar devido à atuação de Eduardo nos Estados Unidos, onde reside desde março.
Segundo as denúncias, o deputado teria articulado sanções econômicas contra o Brasil, incluindo uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros imposta pelo presidente Donald Trump, visando pressionar o Supremo Tribunal Federal (STF) e proteger seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em investigações sobre tentativa de golpe de Estado.
Além das acusações políticas, Eduardo enfrenta um inquérito criminal aberto pelo STF, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, que investiga possíveis crimes de atentado à soberania nacional, obstrução da justiça e tentativa de golpe.
A Procuradoria-Geral da República (PGR), sob comando de Paulo Gonet, solicitou a investigação após representação do PT, que aponta a articulação do deputado com autoridades estrangeiras como um ataque direto às instituições brasileiras.
Um grupo de 76 ex-reitores e professores de universidades brasileiras, liderado por Márcia Abrahão e José Geraldo Sousa Junior, também protocolou um pedido de cassação, reforçando a gravidade das ações do deputado.
Eles argumentam que as condutas de Eduardo configuram crimes previstos no Código Penal, como colaboração com governo estrangeiro para atos hostis ao Brasil e violação do Código de Ética e Decoro Parlamentar, conforme mostrou o Metrópoles.
O Conselho de Ética, presidido por Fábio Schiochet (União Brasil-SC), já recebeu as representações e deve sortear relatores para os processos, que incluem etapas como notificação, defesa e coleta de provas.
Caso o parecer pela cassação seja aprovado, a decisão final dependerá de votação no plenário da Câmara, exigindo 257 votos favoráveis.
Enquanto isso, Eduardo Bolsonaro acumula oito faltas não justificadas na Câmara, o que já resultou na suspensão de seu salário e no bloqueio de bens por determinação do STF.
Ele alega permanecer nos EUA por receio de prisão no Brasil, sob ordens de Moraes, e nega as acusações, classificando-as como perseguição política.
Em postagens no X, o deputado afirmou que “dizer que estou ameaçando o sistema financeiro nacional é uma falácia” e acusou o STF de atuar de forma ditatorial.
A tensão política gerada pelo caso divide opiniões. Parlamentares de esquerda, como Lindbergh Farias (PT-RJ) e Erika Hilton (PSOL-SP), celebram o avanço das denúncias, enquanto deputados da direita, como Zucco (PL-RS) e Gilvan da Federal (PL-ES), defendem Eduardo, alegando que ele busca justiça e liberdade para o Brasil.








Cadeia para esse traidor da Pátria…
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