Filho do condenado por tentativa de golpe de Estado reforça ambição eleitoral, mesmo vivendo em outro país e investigado por coação e articulações internacionais
Brasília, 24 de setembro de 2025
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou categoricamente que se lançará como candidato à Presidência da República, caso seu pai, o ex-presidente condenado e inelegível, Jair Bolsonaro (PL), permaneça impedido de concorrer.
A fala, proferida em entrevista ao podcast Contexto Metrópoles na terça-feira (23/set), ocorre em um momento delicado para a família, marcada por condenações judiciais e denúncias recentes da Procuradoria-Geral da República (PGR).
“Eu sou, na impossibilidade de Jair Bolsonaro, candidato a presidente da República; por isso que o sistema corre e se apressa para tentar me condenar em algum colegiado, que seja na Primeira Turma do STF, para tentar me deixar inelegível”, declarou Eduardo Bolsonaro, em tom de desafio ao Supremo Tribunal Federal (STF).
A declaração ecoa especulações que circulam desde o início do ano, quando o deputado, atualmente licenciado e residindo nos Estados Unidos, começou a se posicionar como herdeiro natural do legado bolsonarista.
O contexto jurídico pesa fortemente sobre a família. Jair Bolsonaro foi condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão, além de declarado inelegível até 2062, em decisão que barrou sua participação em pleitos eleitorais por décadas.
Na véspera da entrevista de Eduardo, a PGR, sob comando do procurador-geral Paulo Gonet, apresentou denúncia contra o deputado e o influenciador Paulo Figueiredo por coação em processo judicial.
A acusação, baseada no artigo 344 do Código Penal, alega que os réus atuaram para pressionar os EUA a impor sanções contra autoridades brasileiras, com o objetivo de beneficiar Jair Bolsonaro.
Se aceita pelo STF, a pena pode variar de um a quatro anos de reclusão, mais multa, o que poderia complicar ainda mais a elegibilidade de Eduardo.
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Não é a primeira vez que Eduardo Bolsonaro sinaliza essa ambição. Em agosto, durante outra conversa com o Metrópoles, ele já havia dito: “Se o meu pai não puder se candidatar, eu gostaria de sair candidato”.
Na ocasião, o deputado criticou a possível entrada do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), no PL, afirmando que isso marginalizaria a família e o forçaria a migrar para outro partido.
Semanas antes, em entrevista ao Estadão, ele condicionou a candidatura ao aval paterno, enfatizando: “Aceitaria esse desafio com a condição de ter o apoio do meu pai. Ele é o candidato legítimo”.
A notícia mais atualizada sobre o tema, divulgada ontem, foi repercutida por veículos como o ND Mais, que destacou a possibilidade de Eduardo realizar a “primeira campanha virtual da história do país”, diretamente dos EUA, onde reside desde fevereiro.
O Brasil 247 também cobriu a declaração, alertando para o “embate no STF” como fator de tensão na disputa de 2026.
Outras fontes, como a Carta Capital em agosto, apontaram investigações contra Eduardo por “atentar contra a soberania brasileira” durante sua estadia americana, o que reforça as críticas de perseguição política vindas do próprio deputado.
Além disso, negociações com o PRTB foram reveladas pela Gazeta do Povo em meados de setembro, com o partido avaliando Eduardo como presidenciável em uma campanha remota, sem impedimentos legais para registro de candidatura.
A CNN Brasil, em agosto, registrou sua vontade explícita de disputar o cargo, enquanto o Valor Econômico, em maio, noticiou os primeiros sinais de sucessão, com Eduardo se referindo a Tarcísio como “um excelente gestor”, mas priorizando o pai.
Eduardo Bolsonaro também invocou laços internacionais em sua entrevista recente, sugerindo que uma eventual inelegibilidade sua seria “humilhante para o presidente Trump”, aludindo a visitas à Casa Branca e possíveis não reconhecimentos de eleições brasileiras pelos EUA.
Essa retórica, que mistura denúncias de “sistema” com apelos a aliados como Donald Trump, visa mobilizar a base bolsonarista, mas enfrenta resistências internas na direita, como a ascensão de nomes como Tarcísio de Freitas.
Analistas veem na declaração um movimento estratégico para manter o protagonismo da família Bolsonaro no espectro conservador, em um ano pré-eleitoral marcado por debates sobre anistia e reforma eleitoral.
Resta saber se as denúncias judiciais frearão essa trajetória ou, ao contrário, impulsionarão a narrativa de vitimização que tanto rendeu votos ao clã em 2018 e 2022.
O PL e aliados monitoram de perto, enquanto o STF pode definir o futuro político de Eduardo nos próximos meses.








A briga vai ser de grande monte, desejamos que o confronto aconteça mesmo, a democracia permite isso mas sobrarão bem poucos deles que deixam as impressões digitais nas melecas que fazem…
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