Deputado diz que “não trabalha sozinho“; filho do tornozelado enfrenta inquérito por ameaças ao ministro e à instituição policial, acusado de crimes como coação e atentado à soberania. Entenda o caso e as reações
Brasília, 20 de julho de 2025
O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) tem gerado polêmica com declarações públicas que, segundo autoridades, configuram ameaças ao Supremo Tribunal Federal (STF), ao ministro Alexandre de Moraes e à Polícia Federal (PF).
As falas, feitas em lives e redes sociais, ocorrem no contexto de investigações sobre suposta tentativa de obstrução de justiça e atentado à soberania nacional, desencadeando reações de parlamentares, como o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, que pediu a prisão preventiva do político.
Eduardo Bolsonaro, que se encontra nos Estados Unidos desde março, está sob investigação em um inquérito aberto pelo STF a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).
A apuração, relatada pelo ministro Alexandre de Moraes, analisa se o deputado cometeu crimes como coação no curso do processo, obstrução de investigação e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.
As suspeitas surgiram após ele articular, junto a autoridades americanas, possíveis sanções contra Moraes, que conduz inquéritos contra Jair Bolsonaro, pai do deputado, por suposta trama golpista após as eleições de 2022.
Em uma live neste domingo (20/jul), Eduardo intensificou os ataques, chamando Moraes de “frouxo” e ameaçando membros da PF, incluindo o delegado Fábio Shor, que investiga casos relacionados a Jair Bolsonaro, como o roubo de joias da Presidência.
“Você é medíocre com a caneta na mão. Aproveita aí, coloca isso no inquérito. Vá lá, coleguinha da Polícia Federal, cachorrinho da Polícia Federal que está me assistindo. Deixa eu saber quem é você. Pergunta ao tal do delegado Fábio Shor se ele conhece a gente,” declarou Eduardo, em tom intimidatório.
O deputado também afirmou que “não trabalha sozinho” e que a revogação do visto de Moraes nos EUA, anunciada pelo secretário de Estado americano Marco Rubio, “foi só o começo”.
Ele exigiu anistia para seu pai e aliados, além da destituição de Moraes do STF, sob ameaça de agravamento de sanções econômicas ao Brasil, como a tarifa de 50% imposta por Donald Trump a produtos brasileiros.
O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, classificou as ações de Eduardo como “crimes de traição à nação” e pediu sua prisão preventiva, além da cassação de seu mandato no Conselho de Ética da Câmara.
“O Eduardo Bolsonaro tá usando livremente as redes sociais para cometer crimes, ameaçar e chantagear o Brasil,” afirmou Farias, solidarizando-se com a PF e destacando a gravidade das ameaças contra o delegado Fábio Shor, que liderou investigações sobre a trama golpista e o caso das joias.
O diretor da PF também reagiu, considerando as falas de Eduardo uma tentativa de intimidação à instituição. “Nenhum investigado intimidará a PF,” declarou, reforçando o compromisso com as investigações.
Além disso, Lindbergh protocolou pedidos de bloqueio de bens e quebra de sigilo bancário de Jair e Eduardo Bolsonaro, alegando que o ex-presidente financia as ações do filho nos EUA por meio de doações via PIX.
Um dossiê de 33 páginas, entregue à PF, detalha 666 supostos ataques de Eduardo a autoridades brasileiras, incluindo postagens nas redes sociais que, segundo Farias, são “autoincriminadoras”.
As ações de Eduardo nos EUA, incluindo encontros com figuras como o congressista Cory Mills e Marco Rubio, intensificaram a crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos. O secretário de Estado anunciou a revogação do visto de Moraes e seus aliados, medida celebrada por Eduardo nas redes sociais.
O STF respondeu anexando postagens e entrevistas do deputado ao inquérito, com Moraes apontando “flagrantes confissões” de atos ilícitos.
O ex-presidente Jair Bolsonaro, por sua vez, enfrenta medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica e restrições de comunicação, impostas por Moraes após operação da PF em 18 de julho.
A decisão foi motivada por suspeitas de que ele e Eduardo atuam em conjunto para coagir o STF por meio de pressões internacionais.
As declarações de Eduardo geraram críticas de parlamentares e entidades, que veem suas ações como uma continuação da tentativa de desestabilizar instituições democráticas, similar aos atos de 8 de janeiro de 2023.
O PT estuda medidas no Conselho de Ética, enquanto o governo Lula e o Itamaraty condenaram as sanções americanas como afrontas à soberania brasileira.
Apesar das pressões, Eduardo afirmou que não renunciará ao mandato e que continuará sua campanha nos EUA. “Vou até as últimas consequências,” declarou, desafiando as autoridades brasileiras.
As ameaças do deputado, somadas às sanções dos EUA, levantam preocupações sobre a estabilidade institucional e a soberania nacional, enquanto as investigações avançam para determinar a extensão de suas condutas ilícitas.
O Eduardo Bolsonaro tá usando livremente as redes sociais para cometer crimes, ameaçar e chantagear o Brasil. O alvo dele agora é a Polícia Federal. Vejam o que ele diz! pic.twitter.com/6RVbSLtu5l
— Lindbergh Farias (@lindberghfarias) July 20, 2025









Fala sério,oque mas precisa pra provar o ato terrorismo desse homem e da família dele.eke age como um sequestrador q ameaças e faz exigências.bandido declarado.inimigo do Brasil.fazendo q os Estados Unidos compre a briga contra a nação. Cadeia neles
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