Deputado diz que ministro “não é macho, é um frouxo” e sugere intervenção de Trump contra autoridades brasileiras em escalada de tensões políticas
RESUMO <<Eduardo Bolsonaro, deputado licenciado, publicou um vídeo ameaçando o ministro do STF Alexandre de Moraes, sua esposa, a PGR e a Polícia Federal, sugerindo que o presidente dos EUA, Donald Trump, poderia aplicar sanções via Lei Magnitsky se não houver anistia para os condenados do 8 de janeiro e o fim das investigações contra Jair Bolsonaro. As declarações, feitas em tom intimidatório, intensificam o embate com o Judiciário e geram repercussão>>
Brasília, 11 de julho de 2025
O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou um vídeo fazendo ameaças ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, sua esposa, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal.
No conteúdo, ele sugere que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, poderia agir contra essas autoridades caso não haja anistia para os condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 e o fim das investigações contra seu pai, Jair Bolsonaro, e aliados.
No vídeo, Eduardo afirma: “Do jeito que o Trump é, (a lei Magnitsky) não vai vir só nele (Alexandre de Moraes), vai vir pegando, provavelmente, a esposa dele, o Fábio Shor e outros atores da Polícia Federal. Não sei… Agora está tudo na mão do Trump… E ele é imprevisível. Pode vir pra cima da PGR.”
Ele se refere à Lei Magnitsky, mecanismo dos EUA que permite sanções a autoridades estrangeiras por violações de direitos humanos. Eduardo também desafia Moraes: “Se for macho, coloca o Trump no inquérito das fake news.”
🚨 URGENTE: Eduardo Bolsonaro ameaça Alexandre de Moraes, a esposa dele, a PGR e até a Polícia Federal e diz que Trump vai pra cima deles se não houver anistia e o fim das investigações contra Bolsonaro e seus aliados! pic.twitter.com/3yDAfl7bpP
— Análise Política 2 (@analise2025) July 11, 2025
As declarações ocorrem em meio a investigações do STF contra Eduardo por suspeita de tentar incitar sanções internacionais contra autoridades brasileiras, o que a PGR classifica como crimes de coação, obstrução de justiça e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.
O parlamentar está nos Estados Unidos desde março de 2025, onde busca apoio político para pressionar o Judiciário brasileiro.
A PGR, liderada por Paulo Gonet, já abriu inquérito contra Eduardo em maio deste ano, considerando suas ações “intimidatórias”.
Não há, até o momento, evidências de que Trump ou o governo norte-americano planejem sanções contra Moraes ou outras autoridades citadas.
O STF e a PGR não comentaram oficialmente o caso até o fechamento desta matéria.
As falas de Eduardo geraram repercussão nas redes sociais e críticas de parlamentares, que veem nas ameaças uma tentativa de interferir nas investigações sobre a trama golpista de 2022.








