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Edir Macedo perde templos da Igreja Universal na África em golpe de pastores que alegam evasão de divisas, racismo e imposição de vasectomia

    Et Urbs Magna – Grupo de bispos e pastores da Igreja Universal do Reino de Deus, criada por Edir Macedo, tomou 35 endereços de seus templos em Luanda, capital de Angola, e outros 50 em outras cidades.

    De acordo com a Revista Veja, Edir Macedo está chamando isso de “golpe”. Os religiosos angolanos acusam a direção de racismo, discriminação, abuso de autoridade, evasão de divisas e imposição de vasectomia. Esse caso veio a público em fins de 2019 e teve seu ápice com o rompimento.

    Os insurgentes renomearão os templos como Igreja Universal de Angola. Macedo tem aproximadamente 2 800 templos em mais de 100 países, mas é no continente africano que se encontra maior parte da operação no exterior. Agora, Macedo tem medo que pastores de outros países também se rebelem. Por este motivo, o braço angolano da IURD emitiu um comunicado como defesa sobre tal insurgência inédita: “Para confundir a sociedade angolana, invasores espalham mentiras absurdas”, diz o texto.

    A IURD tem como versão o fato de ter sido vítima de “invasores”, todos eles ex-pastores e ex-bispos da entidade, expulsos por má conduta e desvios morais. Leia abaixo o comunicado:

    A Igreja Universal do Reino Deus está presente em Angola, oficialmente reconhecida desde 17 de julho de 1992, com atualmente 512 pastores, dos quais 419 angolanos, 65 brasileiros, 24 moçambicanos e 4 são-tomenses. A Igreja Universal sempre se pautou pelo amor ao próximo, moralidade, civismo e respeito às autoridades constituídas. A Igreja viu-se invadida em Luanda, Benguela, Huambo e Malange por um grupo de ex-pastores desvinculados da instituição por práticas e desvio de condutas morais e em alguns casos criminosas contrárias aos princípios cristãos exigidos de um ministro de culto, os mesmos tomados por um sentimento de ódio utilizaram de ataques xenófobos, agrediram e feriram pastores, esposas de pastores e funcionários, usando a violência com objetivo de tomar de assalto a igreja com propósitos escusos”.

    Edir Macedo percebeu que na África não faltam pessoas privadas dos bens mais básicos, assoladas por doenças e ávidas pelos dois principais “produtos” oferecidos pela instituição neopentecostal: prosperidade e cura.

    Contudo, nos últimos meses a presença dos religiosos brasileiros começou a ser posta em xeque em algumas nações da região e o quadro evoluiu para uma grande crise internacional.

    Os focos de problemas incluem a prisão de um pastor na Costa do Marfim, a depredação de seis templos em São Tomé e Príncipe e um manifesto assinado por 330 pastores de Angola contra a cúpula da Universal.

    Já vimos isso tudo aqui no Brasil, no início da atuação de Edir Macedo, autointitulado Bispo.

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