A fome só voltou ao Brasil a partir do golpe de 2016, escrevem Tereza Campello e Sandra Brandão
As economistas Tereza Campello e Sandra Brandão desmentiram, no jornal Folha de São Paulo, na noite desta quinta-feira (2/6), uma matéria do próprio jornal sobre fome no governo Dilma e mostraram que ela só voltou ao Brasil a partir do golpe de 2016.
No dia 26 de maio, a Folha publicou a mátéria que repercutiu um estudo de Marcelo Neri, pesquisador da FGV Social, com dados do Gallup World Poll sobre a gravíssima situação da insegurança alimentar no Brasil, e o texto “cravou”, segundo as economistas, enganosamente que ‘a taxa de insegurança alimentar na população brasileira dobrou a partir de 2014, ano em que a economia entrou em recessão no governo Dilma Rousseff (2011-2016)‘.
“Tal argumento não encontra fundamento no estudo de Neri, nas tabelas e gráficos que o acompanham ou no ranking feito com a metodologia do Gallup World Poll“, escreveram no jornal, ontem.
De acordo com Tereza Campello e Sandra Brandão, os dados sobre o Brasil permitem três conclusões:
1)2014 registrou a menor parcela de brasileiros que diziam faltar dinheiro para alimentação;
2)inexistem evidências de que o aumento tenha sido em 2015 ou no início de 2016;
3)a situação nunca foi tão ruim como a atual, quando essa parcela é o dobro da existente no governo Dilma.
A média da parcela de brasileiros que dizem faltar dinheiro para alimentação evoluiu da seguinte forma:
1) no período Lula (2006-2010) eram 20,2%;
2) no período Dilma (2011 a meio de 2016), 20%;
3) no período Temer (meio de 2016 a 2018), 28,4%;
4) no período Bolsonaro (2019 a 2021), chegou a 31,33%
Foi só tirar a Dilma que a insegurança alimentar voltou a crescer, afirmam as economistas.
Certamente não era isso que os brasileiros queriam, mas este é o resultado que os dados mostram, concluem a partir das observações do material e antes de outras observações que conduzem para esta realidade.
