O parlamentar lembra que o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, foi cassado em 2016, quando perdeu seus direitos políticos
“LAMENTÁVEL a canetada do desembargador [Carlos Brandão, do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região)] que restituiu direitos políticos ao [ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo] Cunha, cassado … em 2016“, afirmou em seu perfil no microblog Twitter, o depudado federal Ivan Valente (PSOL-SP).
Cunha (PTB) teve seus direitos políticos devolvidos pelo desembargador, que aceitou, nesta quinta-feira, um pedido da defesa no âmbito do processo da cassação e está liberado para disputar as eleições e ocupar cargos federais. Ele é pré-candidato a deputado federal por São Paulo.
Ivan Valente disse que o ex-deputado “teve apenas 10 votos contra a cassação, entre eles [o atual predidente da Câmara], Arthur Lira“.
Em junho de 2016, o Conselho de Ética da Câmara recomendou a cassação do mandato de Cunha por 11 votos contra nove. A decisão se deveu a declarações falsas do então deputado sobre a existência de contas no exterior, conforme lembra o UOL
Em outubro daquele ano, Cunha foi preso pela Lava Jato e apenas em março de 2020, devido à pandemia de covid-19, obteve prisão domiciliar. Em abril do ano passado, o TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) revogou a prisão.
A ex-presidente Dilma Rousseff afirmou, em sua página oficial, que Eduardo Cunha foi o criador do Centrão e que, quando ele presidiu a Câmara, quiz implantar o ‘orçamento secreto’ com seu beneplácito.
A prática é realizada hoje “sob os auspícios de um dos seus mais próximos auxiliares na Câmara Federal”, escreveu Dilma, que antes reafirmou sua rejeição às práticas do então presidente daquela casa.
“É um escárnio que esse gangster, que operou o golpe contra Dilma, volte a disputar eleições“, pontuou o parlamentar.

A crise que sempre brocou o País é a de decência.
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