É preciso “lembrar Bolsonaro que não há margem para aventuras autoritárias no século 21”

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Caso seja derrotado nas urnas, sua tirania de mandatário nostálgico de ditadores e torturadores tornará inexorável a posse de seu sucessor, diz a Folha

É preciso “lembrar Bolsonaro que não há margem para aventuras autoritárias no século 21“, diz editorial na Folha de S. Paulo. Caso seja “derrotado nas urnas“, sua “tirania de mandatário nostálgico de ditadores e torturadores” tornará “inexorável a posse de seu sucessor em 1º de janeiro de 2023“.

Texto afirma que “inclinações autoritárias do presidente” são indubitáveis, dada a longa exibição através de “sete mandatos como deputado federal“. Nosso país “correria riscos ponderáveis de recair na ditadura“, caso “sua vontade” prevalecesse, diz a publicação, que lembra os “obstáculos robustos” às suas “pulsões tirânicas”. “Contorná-los não será tarefa fácil para ninguém“.

Bolsonaro experimentou ele mesmo a concretude do rochedo democrático quando foi obrigado a recuar da intentona subversiva do Dia da Independência“, escrevem os redatores.

Desde então, diante da má repercussão da tentativa, “o presidente logrou desse modo reverter uma parcela da impopularidade e melhorar seu desempenho nas pesquisas de intenção de voto, mas ainda não a ponto de tornar-se o favorito“.

Para piorar, “o horizonte da economia turvou-se pela inflação, o que costuma dificultar a reeleição de qualquer governante” e, por este motivo, ele é “novamente acossado pelo espectro do fracasso“, o que o faz recobrar a “algazarra golpista“.

A publicação lembra que, na segunda (16/5), Bolsonaro usou “berros” e “termos chulos” em um “evento de supermercadistas“, onde “vociferou” que as eleições “poderão ser conturbadas se não forem limpas“.

Neste pleito, será preciso discernir com nitidez situações de ataque ao regime que virão do presidente da República para reagir a elas“, propõe o editorial.

Lembrar, em atos e palavras, ao mandatário nostálgico de ditadores e torturadores que não há margem para aventuras autoritárias no Brasil do século 21 integra o conjunto de obstáculos à tirania que tornará inexorável, em caso de derrota nas urnas, a posse de seu sucessor em 1º de janeiro de 2023“.

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