“Na última reunião, em 2021, o então presidente Bolsonaro ficou ali à deriva porque ele não se entrosava com outros países. Só queria uma relação ideológica”, lembra a jornalista, oportunamente
“A frase é clichê, mas é importante repetir: o Brasil voltou“, escreve Míriam Leitão, no Globo. “Na reunião do G20, que começa nesta quinta-feira (23/2) , o país chega com os dois do seus economistas mais importantes, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e com muito assunto para conversar“.
O encontro do grupo das maiores economias do mundo ocorre em Bangalore, na Índia, onde reúne ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais, até o sábado (25/2). Lá, Haddad terá como uma de suas missões preparar o Brasil para presidir a reunião ser presidente do G20 em 2024.
“A economia está em um momento de transição para economia de baixa carbono. O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, tem defendido muito este tema, dos novos investimentos serem feitos com menos emissão de gases de efeito estufa, uma economia verde e sustentável, que gera muita atividade econômica e emprego”, lembra a jornalista, que passa a abordar este tema.
“No caso do Brasil“, prossegue Leitão, “o governo Lula apontou a direção do seu governo para o objetivo de combater o desmatamento ilegal e toda a ilegalidade na Amazônia. Mais de 70% das emissões do Brasil de gases de efeito estufa vêm do desmatamento. Se este for o recado de Haddad na reunião, será muito bem recebido pelo mundo“, opina.
“Além disso, o ministro terá diversas conversas bilaterais. Queria destacar a retomada do diálogo com a França, depois dos episódios de machismo e sexismo provocados pelo presidente Bolsonaro e pelo ex-ministro Paulo Guedes, que acabaram interrompendo a relação entre os dois países. Agora já estão agendadas conversas com o ministro das finanças da França, da Índia, da Argentina“, diz Míriam Leitão.
“Na última reunião, em 2021, o presidente Bolsonaro ficou ali à deriva porque ele não se entrosava com outros países. Só queria uma relação ideológica”, pontua a jornalista, oportunamente.
