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Drones estão queimando abrigos de famílias palestinas deslocadas em Gaza (vídeo)

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    Um drone
    Um drone voa sobre uma tenda palestina na Faixa de Gaza e despeja um cartucho com material inflamável sobre o abrigo destinado a palestinos deslocados | Montagem de imagens reprodução X


    O Conselho Norueguês para Refugiados (NRC) alertou, na quinta-feira (2/out), que centenas de milhares de palestinos em Gaza estão cercados por drones e tropas: “a vida foi reduzida a uma luta por água e pão”



    Brasília, 04 de outubro 2025

    Um vídeo impactante compartilhado pelo perfil @GazaAlertsOn na plataforma X expõe a brutalidade de um drone israelense incendiando o único abrigo de famílias palestinas desalojadas em Gaza, transformando em chamas o que restava de suas tendas improvisadas.

    Publicado na sexta-feira (3/out), o registro mostra o aparelho pairando sobre o acampamento no bairro Sheikh Radwan, no enclave israelense destinado aos palestinos, estabelecida como uma entidade geopolítica distinta em 1948, após a criação do Estado de Israel.

    Nas imagens, o aparelho libera material incendiário que consome rapidamente as estruturas frágeis da tenda.

    A população da Faixa de Gaza era estimada em cerca de 2,4 milhões de pessoas em 2022. No entanto, devido aos conflitos em curso, o número de habitantes que permanecem no território tem sido drasticamente afetado e é difícil de ser determinado com exatidão até a data de hoje, pois s números estão em constante mudança.

    Relatos da ONU (Organização das Nações Unidas) e de outras fontes indicam que quase toda a população da Faixa de Gaza foi deslocada internamente.

    Em dados anteriores, falava-se em quase 2 milhões de pessoas, o que seria a grande maioria dos 2,4 milhões iniciais, que foram forçadas a se mover dentro do território em busca de segurança.

    Uma agência palestina estimou, no início de 2025, uma redução populacional de 6% na Faixa de Gaza, levando em conta as pessoas que morreram ou que deixaram a região.

    Considerando-se a população inicial de 2,4 milhões, uma redução de 6% seria de aproximadamente 144 mil pessoas.

    Embora seja difícil fornecer um número preciso de quantos ainda estão lá que não foram deslocados, a grande maioria, quase 2 milhões, está na condição de deslocados internos, vivendo em abrigos improvisados ou áreas que se supunha serem mais seguras.

    Os civis se encontram presos em uma zona de guerra declarada como a mais faminta do planeta pela ONU.

    Relatos corroboram o incidente como parte de uma escalada de ataques com drones quadricópteros, usados sistematicamente para alvejar concentrações civis, segundo testemunhas e organizações humanitárias.

    Em al-Mawasi, área designada como “zona humanitária” pelas forças israelenses, um ataque similar matou cinco crianças em fila por água em setembro.

    Em Deir al-Balah, tendas foram destruídas por bombas incendiárias, deixando famílias sem teto em meio a uma fome declarada.

    O Conselho Norueguês para Refugiados (NRC) alertou, na quinta-feira (2/out), que centenas de milhares de palestinos em Gaza estão cercados por drones e tropas, sem acesso a água ou pão, com Jan Egeland, secretário-geral da entidade, denunciando: “Life has been reduced to a fight for water and bread [a vida foi reduzida a uma luta por água e pão].

    A BBC reportou ontem a morte de paramédicos em resposta a um bombardeio em uma escola-abrigo, enquanto o Dawn registrou a perda de uma criança em Khan Younis por drone, elevando o pavor entre os 250 mil deslocados recentes, conforme dados da ONU.

    Diante dessa ofensiva que pulveriza refúgios civis, a comunidade internacional clama por ação imediata: o UNICEF e a MSF pedem corredores seguros e fim aos bombardeios indiscriminados, enquanto protestos em Israel demandam um cessar-fogo em troca da libertação de reféns.

    Esse ciclo de destruição não só ameaça vidas inocentes, mas redefine os limites da humanidade em tempos de guerra – um lembrete urgente de que o silêncio global permite que tendas queimem e esperanças se dissipem.

    A Faixa de Gaza, originalmente parte do Mandato Britânico da Palestina, foi ocupada pelo Egito até 1967.

    Delimitada como uma estreita faixa costeira de 360 km², sua formação resultou do armistício que dividiu a região após o conflito, deixando Gaza como lar de centenas de milhares de refugiados palestinos expulsos ou deslocados de áreas que se tornaram Israel.

    A ocupação egípcia, seguida pelo controle israelense após a Guerra dos Seis Dias e os subsequentes acordos de Oslo, moldaram a região como um enclave sob constante tensão, hoje marcado por bloqueios e conflitos, com 2 milhões de habitantes vivendo em condições de crise humanitária, segundo a ONU.



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