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“Dosimetria é golpe”, dizem mineiros de BH, contra a anistia e a manobra no “Congresso Inimigo do Povo”

    A manifestação se uniu ao chamado em todo o Brasil contra o “sequestro do Congresso Nacional” pela aprovação de projetos que beneficiam golpistas e criminosos

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    Belo Horizonte
    Belo Horizonte tem protesto massivo contra a Dosimetria aprovada na Câmara – 14.12.2025 Imagem reprodução


    Brasília, 14 de dezembro 2025

    Centenas de manifestantes se reuniram na manhã deste domingo (14/dez) na Praça Raul Soares, no centro de Belo Horizonte (MG), em um ato convocado em todo o Brasil contra o que chamam de “sequestro do Congresso Nacional” pela aprovação de projetos que beneficiam golpistas e criminosos.

    O protesto, que começou por volta das 9h, segue em marcha até a Praça da Estação, com faixas e cartazes denunciando o Congresso como “Inimigo do Povo e Sindicato do Crime”.

    Participantes, incluindo movimentos sociais, sindicatos e cidadãos comuns, gritam slogans como “Sem anistia para golpistas” e criticam a legislatura atual por priorizar interesses de bilionários e réus da Operação Lava Jato, como o ex-presidente Jair Bolsonaro.


    O foco principal da manifestação é o Projeto de Lei da Dosimetria (PL 3.887/2023), aprovado na Câmara dos Deputados na última quinta-feira (11/dez), que altera critérios para cálculo de penas em crimes graves, podendo reduzir sentenças de envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 e em esquemas de corrupção.

    Defensores do texto argumentam que busca corrigir “injustiças” no sistema penal, mas críticos, como entidades ligadas à esquerda e à defesa da democracia, veem na medida uma tentativa de anistia velada para aliados de Bolsonaro, aliviando punições que poderiam chegar a décadas de prisão. O PL agora segue para o Senado, onde deve enfrentar resistência de opositores.

    O contexto político é de polarização acentuada desde a posse do presidente Lula em 2023, com o Congresso Nacional, dominado por uma base conservadora e bolsonarista, aprovando pautas que contrariam o governo federal, como a PEC da Bengala (que adia aposentadorias compulsórias de ministros do STF) e reformas tributárias favoráveis a grandes fortunas.

    Entidades como o ANDES (Sindicato Nacional dos Docentes) e o PT convocaram atos em mais de 20 cidades brasileiras, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre, sob o lema “Sem Anistia”.

    Em Belo Horizonte, a concentração reuniu dezenas de grupos locais, reforçando a insatisfação com o que chamam de “legislatura do crime organizado”.

    A mobilização mineira, pacífica até o momento e sem registro de confrontos com a polícia, sinaliza um retorno às ruas em defesa da democracia em um ano marcado por julgamentos do STF sobre os eventos de 8 de janeiro e pressões econômicas globais.

    Líderes do movimento alertam que, sem pressão popular, o “sindicato do crime” no Congresso avançará com mais projetos regressivos, enquanto apoiadores de Bolsonaro minimizam os atos como “perseguição política”.

    Analistas políticos preveem que esses protestos possam influenciar o debate no Senado, mas o impacto dependerá da adesão nacional e da articulação entre esquerda e centro moderado.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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