Doria ameaçado de morte: “Não tenho medo de 01, 02, 03, 04, bolsomínion ou Bolsonaro”

28/03/2020 1 Por Redação Urbs Magna

Em entrevista coletiva concedida nesta sexta-feira (27), o Governador do Estado de São Paulo, João Doria (PSDB), diz que foi ameaçado, chamou a polícia e acrescentou: “Não tenho medo de bolsomínion, não tenho medo de zero um, zero dois, zero três, zero quatro [em referência aos quatro filhos momens do presidente] não tenho medo de Bolsonaro“.

João Doria, Governador de SP, durante coletiva ontem, 27/03/2020

Doria subiu o tom das críticas a Jair Bolsonaro e à irresponsável campanha do governo federal pelo afrouxamento da política de isolamento social, que vai na contramão de todas as recomendações das autoridades mundiais de saúde.

“É racional ter atitudes corretas, humanitárias, solidárias. Hoje, mais de 50 países estão em quarentena, lutando contra uma pandemia, a pior crise de saúde do mundo nos últimos 100 anos. Quase a metade da população do planeta está recolhida, em casa. O mundo inteiro está errado e o único certo é o presidente Jair Bolsonaro está certo. Será essa a racionalidade?”, disparou Doria.

“Há um decreto assinado pelo presidente da República defendendo o isolamento. Um decreto de calamidade pública. A campanha que o governo federal está lançando hoje nas emissoras de TV e nas redes sociais prega justamento o contrário. Afinal, temos um governo federal ou dois governos? Um que acerta na sua política pública, com seu Ministério da Saúde, seus técnicos, seus especialistas, seus cientistas, e um que prega o contrário? Qual dois dois governa o país?”, prosseguiu.

O governador de São Paulo sugeriu, ainda, outro destino para o dinheiro que Bolsonaro resolveu gastar nessa campanha publicitária:

“Esses R$ 4,8 milhões de investimento nessa campanha para desinformar a população deveriam ser utilizados para comprar suprimentos para os hospitais públicos, para o atendimento aos mais pobres e para o atendimento e a informação correta da população brasileira. O Brasil precisa discutir quem será o fiador das mortes”, disparou Doria.

“Vamos precisar enterrar 4,4 mil pessoas, como em Milão, para ter certeza de que o convite para irem às ruas é um erro? Antes que isso aconteça, você que é brasileiro e ama a vida, siga as orientações dos médicos e da ciência: fique em casa!”, finalizou.

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