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    Dólar fecha a R$ 5,01 e Ibovespa bate 197.323: Governo Lula e cenário externo dividem méritos

    Bandeira de São Paulo

    Moeda norte-americana caiu 1,03% na semana – menor valor em dois anos; bolsa paulista avançou 1,12% em recorde histórico e renovou máximas sucessivas

    Presidente Lula

    O Presidente Lula inaugura novas instalações do Instituto Federal em Sorocaba – SP / Imagem reprodução/Canal.Gov

    São Paulo (SP) · 10 de abril de 2026

    O mercado financeiro brasileiro encerrou a semana em alta expressiva nesta sexta-feira (10 de abril de 2026), impulsionado pelo otimismo com o cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã.

    O dólar comercial fechou cotado a R$ 5,010, registrando queda de 1,03% e alcançando o menor patamar em dois anos. Durante o pregão, a moeda norte-americana chegou a tocar os R$ 5,007 na mínima intradiária.

    Paralelamente, o Ibovespa, principal índice da bolsa de valores B3, avançou 1,12% e encerrou aos 197.323 pontos, batendo novo recorde histórico. O índice renovou sucessivas máximas ao longo da sessão.

    Cenário externo reduz risco geopolítico

    A trégua entre Estados Unidos e Irã — ainda que considerada frágil por analistas — reduziu o risco geopolítico global, derrubou o preço do petróleo e ampliou o apetite por ativos de risco em mercados emergentes, incluindo o Brasil.

    O fluxo de investidor estrangeiro ganhou força com a percepção de que o Comitê de Política Monetária (Copom) pode manter o corte gradual da taxa Selic, preservando o diferencial de juros atraente frente aos Estados Unidos, segundo analistas.

    A responsabilidade pelos recordes econômicos de 10 de abril de 2026 é atribuída a uma combinação de fatores externos e políticas internas. Analistas dividem o mérito entre ações governamentais e o cenário global.

    Fatores atribuídos ao governo

    Credibilidade e estabilidade: O mercado reagiu positivamente à percepção de estabilidade econômica construída desde 2023, com a aprovação de reformas e o cumprimento de metas fiscais.

    Atração de capital estrangeiro: A política econômica foi citada por consultorias internacionais como fator de confiança, resultando em entrada recorde de investimentos estrangeiros (mais de R$ 30 bilhões no início de 2026).

    Medidas de contenção: Recentemente, o governo anunciou pacotes para blindar a economia contra a volatilidade do petróleo causada por conflitos no Oriente Médio, o que ajudou a manter a confiança.

    Fatores externos e de mercado

    Geopolítica global: O cessar-fogo entre EUA e Irã foi o principal motor da queda do dólar e da valorização de bolsas em países emergentes, ao reduzir o risco global e o preço do petróleo.

    Diferencial de juros: A manutenção da taxa Selic em patamares atraentes, enquanto o Banco Central mantém sua autonomia e ritmo de cortes graduais, continua atraindo investidores que buscam rentabilidade.

    Realocação global: Investidores internacionais têm reduzido posições nos Estados Unidos e buscado diversificação geográfica, beneficiando o Brasil como um dos principais mercados emergentes.

    Governo comemora, mercado destaca cenário externo

    Enquanto apoiadores e o próprio governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) celebram os resultados como um reflexo direto da gestão, economistas de mercado destacam que a janela de otimismo internacional foi o catalisador imediato para os recordes históricos desta sexta-feira.

    Mesmo em meio a debates eleitorais, a estabilidade fiscal e a atratividade do país para capital externo demonstram, segundo analistas, a resiliência construída nos últimos anos, beneficiando diretamente o mercado financeiro e a confiança dos investidores.





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