Moeda americana subiu 3,72% e fechou a R$ 5,8382 – mercado acionário brasileiro caiu 2,96%, fechando a 127.257,58 pontos – SAIBA MAIS
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Brasília, 4 de abril de 2025
Nesta sexta-feira (4/abr), o dólar à vista registrou uma alta expressiva de 3,72%, encerrando o dia cotado a R$ 5,8382 na venda.
Esse avanço, o maior desde 5 de maio de 2023, quando a moeda subiu cerca de 5%, foi impulsionado pelo temor de uma guerra comercial global, desencadeada pela retaliação da China às tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Na semana, a divisa americana acumulou uma valorização de 1,31%, refletindo a crescente incerteza nos mercados.
A escalada das tensões comerciais começou após Trump anunciar tarifas de 10% sobre todas as importações para os EUA, com taxas ainda mais altas para alguns parceiros comerciais, intensificando a política protecionista iniciada em seu retorno à Casa Branca.
Em resposta, a China anunciou tarifas recíprocas de 34% sobre produtos americanos, a serem aplicadas a partir de 10 de abril.
A medida chinesa agravou a aversão ao risco entre investidores, que temem uma recessão global.
IBOVESPA REGISTRA MAIOR QUEDA DO ANO
O Ibovespa, principal índice do mercado acionário brasileiro, não escapou do impacto. Segundo dados preliminares, o índice caiu 2,96%, fechando a 127.257,58 pontos, marcando sua maior queda diária em 2025 e a mais significativa desde 18 de dezembro do ano passado, quando recuou 3,15%.
Houve pressão sobre ações ligadas a commodities, como Petrobras e Vale, diante da queda nos preços do petróleo e do minério de ferro.
Analistas apontam que a combinação de uma possível desaceleração econômica global e o aumento da inflação, decorrente das tarifas, pode ser especialmente prejudicial para mercados emergentes como o Brasil.
Breno Falseti, gestor da Rubik Capital, afirmou que “a escalada da guerra comercial pode impactar a atividade econômica mundial, com queda relevante acompanhada de alta nos preços, um cenário negativo para ações”.
MERCADOS GLOBAIS SENTEM O IMPACTO
O efeito das tensões comerciais reverberou além do Brasil. Em Wall Street, os principais índices registraram perdas acentuadas: o S&P 500 caiu 5,63%, o Nasdaq 100 recuou 5,52% e o Dow Jones despencou 5,09%.
Na Europa, as bolsas também ampliaram as quedas da véspera, com investidores evitando ativos de risco em meio às incertezas.
Eduardo Moutinho, analista do Ebury Bank, comentou ao Valor Econômico que “a resposta da China às tarifas dos EUA aumentou as preocupações do mercado, não apenas pelo impacto econômico direto, mas pelo risco de uma escalada adicional”.
A possibilidade de outros parceiros comerciais, como a União Europeia, também retaliaram às medidas de Trump intensifica o clima de instabilidade.
PERSPECTIVAS PARA O BRASIL
Apesar do cenário adverso, o BTG Pactual, em relatório citado também pelo Valor, sugere que o Brasil pode enfrentar um impacto relativamente menor, com tarifas de 10% impostas pelos EUA, consideradas menos severas que o esperado.
No entanto, a dependência das exportações para a China, principal destino de commodities brasileiras, coloca o país em uma posição vulnerável caso a economia chinesa desacelere ainda mais.
Com os mercados globais em alerta, a próxima semana será crucial para avaliar os desdobramentos da guerra comercial e seus efeitos no câmbio e nas bolsas. Por ora, o dólar fortalecido e o Ibovespa em queda refletem a cautela dos investidores diante de um futuro incerto.











