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Dólar dispara e bolsa afunda com candidatura “irreversível” de Flávio tentando salvar Bolsonaro da prisão

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    Flávio Bolsonaro
    Flávio Bolsonaro e Jair Bolsonaro durante protesto na Paulista, em junho de 2025 / Imagem reprodução/Canal Silas Malafaia | Bandeira do Brasil/Gráfico Bolsa/via UOL/Getty Images

    Declarações do senador em entrevista evidenciam que objetivo não é pelo Brasil, mas pela família; investidores estão agitados



    Brasília, 09 de dezembro 2025

    Nesta terça-feira (9/dez), o dólar operava em alta de 0,77% às 11h33, cotado a R$ 5,462, enquanto o Ibovespa recuava 1,20%, para 156.287 pontos, revertendo os ganhos da véspera – quando a moeda norte-americana fechou em queda de 0,24%, a R$ 5,420, e a bolsa subiu 0,39%, a 157.985 pontos.

    Por volta das 11h20, o dólar avançava 0,87%, a R$ 5,4679, e o Ibovespa caía 1,22%, a 156.166 pontos, segundo o g1. Os acumulados semanais mostravam dólar em -0,22%, mensal em +1,60% e anual em -12,28%; para o Ibovespa, semanal +0,52%, mensal -0,56% e anual +31,51%.

    O mercado reage principalmente às declarações do senador Flávio Bolsonaro, que afirmou à Folha de S.Paulo que sua pré-candidatura à Presidência em 2026 é irreversível. Ele condicionou qualquer desistência à liberdade e elegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro, declarando que sua candidatura não está à venda.

    Segundo Flávio, a condição para isso é o presidente Bolsonaro livre e nas urnas. A única possibilidade de o senador não ser candidato é o candidato ser o pai, disse.

    Anteriormente, na sexta-feira, o anúncio inicial provocou forte volatilidade: o Ibovespa despencou mais de 4%, e o dólar subiu 2%. No fim de semana, Flávio sinalizou uma possível saída por um preço, definido como justiça – incluindo anistia aos condenados pelos atos de 8/jan/2023 – e a presença de Jair Bolsonaro nas urnas, o que abriu interpretações favoráveis a Tarcísio de Freitas (Republicanos) como nome da direita preferido pelo mercado.

    No entanto, a reafirmação de irreversibilidade gerou preocupações com fragmentação da direita, potencialmente favorecendo a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e estendendo políticas fiscais expansionistas, pressionando inflação e juros.

    O movimento, segundo analistas econômicos, é um compasso de espera, com investidores evitando riscos até maior clareza. Parte da volatilidade são atribuídas às altas recentes do real e da bolsa, facilitando vendas, além de fluxos sazonais de dividendos em dezembro, que pressionam o dólar com saídas de recursos ao exterior.

    Na noite de segunda-feira (8/dez), Flávio Bolsonaro reuniu lideranças em jantar para buscar apoio, incluindo Antônio de Rueda (União Brasil), Valdemar Costa Neto (PL), Rogério Marinho (PL-RN) e Ciro Nogueira (Progressistas) – Marcos Pereira (Republicanos) foi convidado, mas ausente.

    Marinho relatou receptividade, mas sem apoios formais, pendentes de consultas internas. Tarcísio de Freitas expressou lealdade inegociável a Jair Bolsonaro, respaldando a escolha pelo filho. Lideranças do Centrão resistem, temendo fragmentação que esvazie Tarcísio, visto como unificador e bem avaliado pelo mercado.

    Paralelamente, os investidores monitoravam o início das reuniões dos bancos centrais. O Copom deve manter a Selic em 15%, com apostas divididas para cortes em jan ou mar/2026, flexibilizando o discurso apesar de PIB fraco.

    Gabriel Galípolo, presidente do BC, enfatizou decisões baseadas em dados, citando desemprego em 5,4% no trimestre até out – o menor desde 2012 –, com variáveis econômicas se movendo de forma inesperada, exigindo conservadorismo. Previsões de economistas indicam o maior PIB e menor inflação do ano.

    Nos EUA, o Fed inicia reunião com 89,6% de apostas em corte de 0,25 p.p., para 3,75%-4%, e 10,4% em manutenção. Dados como relatório Jolts e pesquisa ADP de emprego privado calibram expectativas. O PCE de setembro, com alta de 2,8% nos preços básicos (abaixo dos 2,9% esperados), reforçou cortes. Maior diferencial de juros favorece o real via carry trade, mas reduções nos EUA podem inverter isso.

    Globalmente, Wall Street operava com leves altas nos futuros: Dow Jones +0,06%, S&P 500 +0,09%, Nasdaq +0,09%, impulsionados pela autorização para Nvidia vender chips IA à China.

    Na Europa, movimentos moderados: STOXX 600 +0,03%, DAX +0,35%, FTSE 100 +0,11%, CAC 40 -0,32%, à espera de decisões do Banco Nacional Suíço, Banco da Inglaterra e BCE.

    Na Ásia, quedas em Xangai (SSEC -0,37%, 3.909 pontos; CSI300 -0,51%, 4.598 pontos) e Hong Kong (Hang Seng -1,29%, 25.434 pontos), sem novos estímulos chineses; Nikkei subiu 0,1%, a 50.655 pontos.

    A China ultrapassou US$ 1 trilhão em superávit comercial pela primeira vez.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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