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Documentário de Dandara Ferreira expõe crimes de Bolsonaro na pandemia de Covid-19

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    A cineasta
    A cineasta Dandara Ferreira, que produziu “Meu Nome é Gal”, prepara o lançamento do documentário “De Quem É a Culpa?”, envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro durante a crise de saúde pandemia de Covid-19 / Imagem reprodução X/@ferreiradandara | O então presidente Jair Bolsonaro segurando uma caixa de cloroquina – medicamento que ele defendeu como tratamento para a COVID-19 durante a pandemia, mas sem comprovação científica / Foto: Mateus Bonomi/AGIF/AFP


    Novo filme “De Quem É a Culpa?” promete revelar negligências do governo Bolsonaro durante a crise sanitária no Brasil, com estreia prevista para 2026, ano eleitoral



    Brasília, 25 de agosto de 2025

    Em um momento em que o Brasil ainda lida com as cicatrizes da pandemia de Covid-19, a cineasta Dandara Ferreira, conhecida por sua abordagem crítica em obras como Meu Nome é Gal, prepara o lançamento de um documentário impactante intitulado “De Quem É a Culpa?“.

    Com estreia planejada para o início de 2026, o filme promete jogar luz sobre as ações e omissões do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro durante a crise sanitária que resultou em mais de 700 mil mortes no país, o segundo maior número de óbitos pela doença no mundo.

    A produção, que já desperta debates acalorados, utiliza imagens exclusivas da CPI da Covid, entrevistas e depoimentos para construir um relato contundente sobre o período.

    Filha do ex-ministro da Cultura Juca Ferreira, Dandara mergulhou na produção do documentário em 2021, motivada pelo desejo de registrar a história e buscar justiça.

    Em entrevista ao Metrópoles, a cineasta destacou que a ideia surgiu durante as sessões da CPI da Pandemia, quando acompanhou de perto os depoimentos que expunham a negligência do governo federal.

    A ideia surgiu em 2021, quando começou a CPI da Pandemia, cuja finalidade era investigar as ações e omissões do governo federal frente àquela situação“, afirmou.

    Com uma equipe reduzida, ela conseguiu acesso ao Senado e documentou os bastidores, capturando momentos de forte impacto emocional, como os relatos de familiares de vítimas da Covid-19.

    O documentário não apenas revisita os momentos mais sombrios da pandemia, mas também reforça o papel do cinema como ferramenta de denúncia política.

    O filme chega em um contexto estratégico, às vésperas das eleições presidenciais de 2026, o que amplifica sua relevância no cenário político brasileiro.

    A produção destaca a omissão do governo Bolsonaro em adotar medidas baseadas na ciência, como o atraso na compra de vacinas e a promoção de tratamentos sem eficácia comprovada, como a hidroxicloroquina.

    Apesar do tema politicamente sensível, Dandara Ferreira enfatiza a busca por imparcialidade na narrativa.

    Embora eu tivesse que ficar isenta, era muito difícil ver tudo aquilo que estava acontecendo, os depoimentos, as omissões“, revelou ao Metrópoles.

    A cineasta relata a dificuldade de manter a neutralidade diante de depoimentos como o de Giovanna Gomes Mendes da Silva, que, aos 19 anos, perdeu os pais para a Covid-19 e assumiu a guarda da irmã de 10 anos, um momento que emocionou até o intérprete de libras da transmissão do Senado.

    Além disso, a produção se alinha a outras iniciativas que investigaram a gestão da pandemia no Brasil.

    Um relatório da CPI da Covid recomendou que Bolsonaro fosse acusado de crimes contra a humanidade por sua condução da crise, incluindo a promoção de medicamentos ineficazes e o atraso na aquisição de vacinas.

    O documentário de Dandara complementa essas investigações ao oferecer um registro visual e emocional da tragédia.

    A expectativa pelo impacto do documentário é esperada, com destaque de seu potencial de reacender discussões sobre a responsabilidade do governo Bolsonaro.

    Com um olhar crítico e sensível, Dandara Ferreira entrega um projeto que promete não apenas documentar a história, mas também provocar reflexão e indignação.

    O documentário “De Quem É a Culpa?” está posicionado para se tornar uma peça central no debate sobre o legado da pandemia no Brasil, reforçando a importância de se lembrar e responsabilizar aqueles que falharam em proteger a população.



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