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UE confirma R$ 124 milhões ao Fundo Amazônia na COP30: avanço na proteção da floresta

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    Amazônia / Crédito
    Amazônia / Crédito: Pousada Oceano Mare


    Investimento internacional impulsiona iniciativas contra desmatamento e bioeconomia sustentável na região amazônica brasileira



    Brasília, 16 de novembro 2025

    A União Europeia oficializou um aporte de 20 milhões de euros – equivalente a aproximadamente R$ 124 milhões – ao Fundo Amazônia. A cerimônia ocorreu em Belém, capital do Pará, durante a COP30, conferência da ONU sobre mudanças climáticas que reúne líderes mundiais para discutir estratégias de mitigação ambiental.

    Esse repasse, anunciado inicialmente em 2023 pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, durante visita ao Brasil, marca o início de desembolsos programados para os próximos quatro anos e reforça a confiança internacional no modelo brasileiro de governança florestal.

    A assinatura do acordo contou com a presença da ministra do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Marina Silva, da diretora socioambiental do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Tereza Campello, e da embaixadora da União Europeia no Brasil, Marian Schuegraf.

    “Esta parceria demonstra um compromisso inabalável com o combate às mudanças climáticas por meio de ações que beneficiem tanto a natureza quanto a humanidade”, declarou Schuegraf, na quinta-feira (13/nov), destacando a redução de 50% no desmatamento da Amazônia nos últimos três anos sob o governo atual, o que evitou emissões de mais de 700 milhões de toneladas de CO₂.

    O Fundo Amazônia, criado em 2008 como o principal mecanismo global de financiamento para Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (REDD+), gerido pelo BNDES sob coordenação do MMA, acumula cerca de R$ 5 bilhões em doações contratadas até 2025.

    Com nove doadores principais – incluindo Noruega (maior contribuinte, com mais de R$ 2,4 bilhões), Alemanha, Reino Unido, Estados Unidos, Dinamarca, Suíça, Irlanda e Japão –, o fundo já aprovou 144 projetos, beneficiando mais de 260 mil pessoas em 300 municípios dos nove estados da Amazônia Legal.

    Seus eixos prioritários incluem prevenção ao desmatamento, fomento à bioeconomia, manejo florestal sustentável e fortalecimento de comunidades tradicionais e indígenas.

    Para contextualizar o impacto desse novo aporte, vale revisitar o histórico turbulento do fundo. Paralisado entre 2019 e 2023 devido a controvérsias políticas durante o governo anterior – que questionou sua gestão e suspendeu aprovações de projetos, levando à perda de confiança de doadores como a Noruega e a Alemanha – o Fundo Amazônia foi retomado em 2023 com a aprovação de R$ 1,6 bilhão em novos contratos.

    Essa recuperação, alinhada ao Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm), revitalizou parcerias internacionais e atraiu novos apoiadores, como os Estados Unidos e a Suíça.

    Em 2023, por exemplo, o fundo registrou seu melhor ano, com R$ 1,3 bilhão em projetos aprovados, incluindo chamadas públicas como Amazônia na Escola e Arco da Restauração, que visam educação ambiental e recuperação de áreas degradadas.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.

    Marina Silva enfatizou que “quanto menor a emissão de CO₂ e quanto mais o Brasil avança no combate ao desmatamento, maior é a capacidade de captar investimentos”.

    O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, complementou: “O mundo reconhece que o Brasil voltou a liderar a agenda climática”.

    Esses recursos europeus, cuja rastreabilidade é garantida pela plataforma pública do fundo, impulsionarão iniciativas como o ordenamento territorial e a geração de renda com floresta em pé, beneficiando povos indígenas e agricultores familiares – um ciclo virtuoso que alinha proteção ambiental a inclusão social e inovação econômica.

    Atualizações recentes, divulgadas durante a COP30, indicam que o fundo continua atraindo atenção global. Além do aporte da União Europeia, discussões na conferência em Belém exploram potenciais contribuições adicionais, como as de R$ 8,84 bilhões anunciadas para o Fundo Clima pelo MMA e BNDES.

    Especialistas veem nessa dinâmica um sinal de maturidade: o Brasil, como guardião da maior floresta tropical do planeta, posiciona-se não apenas como receptor, mas como modelo para financiamentos climáticos transparentes e eficazes.

    No histórico, o balanço de 2023 foi detalhado pela Agência BNDES de Notícias, revelando o recorde de aprovações pós-retomada.

    Essa injeção de capital chega em hora estratégica, com o Brasil comprometido em zerar o desmatamento ilegal até 2030.

    Ao unir transparência, resultados mensuráveis e parcerias globais, o Fundo Amazônia não só preserva o pulmão do mundo, mas pavimenta um futuro de desenvolvimento sustentável para a região – um legado que transcende fronteiras e inspira ações climáticas urgentes.

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