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“Direitos e proteção” é o que o povo precisa” e “o PT sempre lutou” por isso, diz Gleisi sobre pesquisa FGV-Ibre

    Levantamento mostrou que sete de cada dez trabalhadores informais no Brasil gostariam de ter registro de suas atividades profissionais seguindo a CLT, o que demonstra grande insatisfação com a reforma trabalhista implantada no governo Temer

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    Sete anos depois da Reforma Trabalhista, 70% das pessoas que foram jogadas na informalidade desejam um emprego com carteira assinada”, afirma a deputada federal pelo Paraná e Presidente Nacional do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann, em sua conta oficial na plataforma social de microblogging X.

    A parlamentar está falando da Pesquisa do FGV-Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas), que segundo informação do jornalista Wanderley Preite Sobrinho, do UOL, mostrou que sete de cada dez trabalhadores informais no Brasil gostariam de ter registro de suas atividades profissionais seguindo a CLT (Consolidação das Leis de Trabalho).

    Em 2017, lutamos contra o maior ataque neoliberal aos direitos dos trabalhadores, ocupamos a mesa do Senado, denunciamos o malabarismo intelectual da grande mídia, que inventou a tese do “trabalho intermitente”. Não adiantou”, lembra Gleisi.

    Aprovada em julho de 2017, a reforma trabalhista alterou a CLT em mais de cem pontos e prometeu criar 6 milhões de empregos. A bonança, no entanto, não ocorreu. O desemprego continuou alto, com a taxa de desocupação em 12,9% em julho de 2017, quando a reforma foi aprovada, e se manteve no mesmo patamar nos anos seguintes, chegando ao pico de 14,9% em março de 2021, durante a pandemia de Covid-19.

    “Direitos foram retirados, empregos não foram gerados, trabalhos foram precarizados, a renda média da população encolheu, tudo como dizíamos que iria acontecer. Sete anos depois, a pesquisa da FGV demonstra a enorme insatisfação das pessoas com a reforma. Ter direitos e proteção é o que o povo precisa e uma das bandeiras pelo qual o PT sempre lutou!“, disse a deputada.

    Veja, a seguir, e leia mais depois:



    Pelos critérios da pesquisa FGV, o Brasil tem 25,4 milhões de autônomos, enquanto a população total ocupada era de 100,2 milhões em março de 2024.

    O sonho da CLT é maior entre os mais pobres. A pesquisa mostra que 75,6% dos autônomos com renda de até um salário mínimo (R$ 1.412) gostaria de ter um trabalho com carteira assinada. Já entre aqueles com renda entre um e três mínimos, o nível chega 70,8%. 

    Foram consultadas 5.321 pessoas, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou menos. Segundo a pesquisa da FGV, os autônomos têm baixos salários — cerca de 44% recebem até um salário mínimo. A maioria é homem e negro.

    Ainda segundo a FGV, 38% dos informais têm entre 45 e 65 anos, 66% são homens e 54,5% se declaram pretos e pardos.

    A pesquisa aponta que a renda, por sua vez, tem forte variação. O salário de 19,8% pode oscilar mais de 20% de um mês para o outro. Já entre os trabalhadores com CLT, oscilação ocorre para apenas 4,7%.

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