Lideranças do governo estão otimistas contra este que cresce na capital de São Paulo, onde o bolsonarismo sempre foi derrotado: “O bem sempre vence o mal. Se não venceu ainda, é porque não chegamos no final. Pode esperar que estamos chegando” – SAIBA MAIS
De acordo com a jornalista Mônica Bergamo, em sua coluna na Folha de S. Paulo, “a ascensão meteórica de Pablo Marçal (PRTB) nas pesquisas para prefeito de São Paulo divide lideranças do governo” e do partido fundado pelo Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com ministros se dizendo “preocupados“.
Segundo o texto da colunista, o ex-ministro da Casa Civil e advogado José Dirceu tem acalmado os aliados do estadista no Planalto dizendo que este que está crescendo na capital da unidade federativa que é o maior colégio eleitoral do País consegue ter êxito apenas “entre os bolsonaristas e que a direita pode ser batida, como em 2022“.
Assim como aconteceu com o atual ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Márcio França (PSB), que derrotou a direita na capital, na eleição para o Senado Federal, em que foi derrotado para o astronauta e ex-ministro Marcos Pontes (PL). França teve 44,87% dos votos na cidade de São Paulo, contra 37,8% do astronauta.
Assim, a publicação mostra que tanto Dirceu, que pede “calma“, quanto França, consideram que o jogo não está perdido para o candidato à Prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos (PSOL), apoiado pelo governo federal.
Dirceu diz que “Marçal está disputando os votos bolsonaristas. Mas vencemos Bolsonaro em São Paulo há dois anos, e vamos vencer Marçal se ele for para o segundo turno“. O ex-Casa Civil referiu-se ao resultado em que o hoje inelegível teve, no primeiro turno, 37,99% dos votos na capital paulista, contra 47,54% de Lula. Assim, Marçal estaria disputando esses votos que foram para Bolsonaro há dois anos, diz Dirceu. E ainda estaria bem longe de amealhar todos eles.
Segundo o Datafolha, o ex-coach tem 21% da preferência do eleitorado e, para Dirceu, “ele está brigando por esses 37% e pode tirar Nunes do segundo turno. A campanha do prefeito terá que se voltar contra Marçal“. O ex-ministro refere-se ao fato de que, no segundo turno, Lula voltou a vencer Bolsonaro na cidade de São Paulo, e com alguma folga. O estadista teve 53,54% dos votos, contra 46,46% do hoje inelegível.
A matéria também lembra que Dirceu refrescou a memória do entorno de Lula, sobre o candidato ao governo do estado, Fernando Haddad (PT), ter vencido o bolsonarismo na capital, em 2022, quando o hoje ministro da Fazenda amealhou 54,41% dos votos válidos no segundo turno, contra 45,59% de Tarcíso de Freitas (Republicanos).
Por todo o texto de Bergamo, a sensação fica para a fala de França, que se diz otimista em relação à capital e afirma, referindo-se à aliança entre Lula e Geraldo Alckmin (PSB), antes adversários, para vencer o ex-presidente, que, como Bolsonaro em 2022, Marçal é um fogo que pode ser contido pela “boa política“.
“Vamos buscar de novo a criptonita que tira os poderes dos falsos super-homens, e a água benta que apaga o fogo dos demônios. O bem sempre vence o mal. Se não venceu ainda, é porque não chegamos no final. Pode esperar que estamos chegando“, disse Márcio França, em um vídeo.
Bônuns
Marçal jogou farinha na cara de candidato a vereador pela REDE.
Assista à fala de Marco Martins, a seguir:
Pablo Marçal jogou farinha na minha cara, mas não quis debater comigo propostas pra São Paulo. pic.twitter.com/Dwp7nOwZp4
— Marco Martins (@MarcoMartinsSP) August 25, 2024
