Jornalista custa a acreditar; ex-ministro explica desafios da esquerda e destaca aliança com Alckmin para governabilidade
Brasília, 29 de julho de 2025
Em entrevista ao programa Estúdio i da GloboNews, o ex-ministro José Dirceu, figura histórica do PT, surpreendeu ao afirmar que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem uma base de centro-direita, composta por partidos como PP e Republicanos.
Ele justificou que essa configuração é uma “realidade eleitoral” imposta pela perda de força da esquerda entre 2013 e 2019, período marcado por eventos como o impeachment de Dilma Rousseff, a campanha Lula Livre e a pandemia.
Dirceu destacou que a eleição de Lula em 2022 não foi uma vitória da esquerda, mas sim do “anti-bolsonarismo”, resultado de uma frente ampla que incluiu alianças com figuras como o vice-presidente Geraldo Alckmin.
A declaração de Dirceu gerou desconforto no PT, mas ele explicou que a aliança com setores de centro-direita foi essencial para garantir governabilidade.
Segundo o ex-ministro, a escolha de Alckmin, um político de centro, foi estratégica não apenas para vencer as eleições, mas para viabilizar avanços como a PEC da Transição, o IVA (Imposto sobre Valor Agregado) e reformas microeconômicas nos últimos dois anos e meio.
Esses feitos, afirmou, reduziram desigualdade e desemprego, mesmo em um cenário político complexo. Dirceu também criticou a agenda da direita, que defende privatizações de estatais como a Petrobras e a desvinculação do salário mínimo, pautas contrárias aos ideais do PT.
O ex-ministro apontou que o Brasil está politizado, não apenas polarizado, com uma grande parcela da população dividida entre conservadores de direita e progressistas democráticos.
Ele alertou para o risco de um projeto autoritário da extrema-direita, citando declarações do senador Flávio Bolsonaro à Folha de S. Paulo, que mencionou indultos, anistias e até o uso da força contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Para Dirceu, a esquerda precisa se reorganizar, recuperar territórios e se fortalecer nas redes sociais para enfrentar esses desafios, especialmente mirando as eleições de 2026, onde nomes como Fernando Haddad e Tarcísio de Freitas podem polarizar a disputa.
A análise de José Dirceu aborda a complexidade do cenário político brasileiro, onde alianças improváveis moldam a governança, mas também expõem tensões ideológicas.
As declarações dp ex-ministro da Casa Civil reforçam a necessidade de a esquerda se reinventar para manter relevância, enquanto a direita avança cultural e politicamente.
Com a democracia em jogo, Dirceu sugere que o PT deve manter sua identidade socialista, mas sem abrir mão de alianças estratégicas para enfrentar a extrema-direita.
Carambaaaaa!
— PRAVDA-BR (@pravda_br) July 29, 2025
José Dirceu tem uma lucidez política de fazer inveja.
O PT precisa de José Dirceu. pic.twitter.com/xa2t8pyaV1









Elízio Carlos Cotrim, eles recebem ordens do chefe maior, mas sabem o que estão fazendo.
Assim é em toda a mídia hegemônica.
Haja vista a entrevista de Haddad ontem, na CNN. Entrevistadoras seguiram um “script” determinado pelo CNN, ainda bem que Haddad é preparado para rebatê-las.!
Pois é! … Dirceu mostrou que a globo tem um jornalismo reacionário que atua contra o governo sem mesmo saber o que está fazendo! … Ou seja, mostrou que estes jornalistas precisam estudarem mais!
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