Diplomatas disseram a Gilmar que Bolsonaro consolidou a visão de que urnas são confiáveis

“Pelos ecos que consegui colher desta reunião, mais se confirmou a solidez e a higidez do sistema eleitoral”, afirmou o ministro

Questionado sobre como avaliava os ataques feitos por Bolsonaro às urnas eletrônicas em reunião com um grupo de embaixadores, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, afirmou que conversou com vários diplomatas após o encontro e a percepção foi a de que, em vez de atrair apoio para suas investidas contra o sistema eleitoral brasileiro, o presidente consolidou a visão de que as urnas eletrônicas são confiáveis e garantem a integridade da votação e da vontade popular.

“Pelos ecos que consegui colher desta reunião, mais se confirmou a solidez e a higidez do sistema eleitoral”, disse o ministro, que se encontra em Lisboa – Portugal.

O magistrado acrescentou que a percepção dele, estando fora do país neste momento, é que tudo o que se tem falado sobre as urnas eletrônicas, a tentativa de apresentar o sistema como falho, tem fortalecido a visão de que o sistema é bom, sólido e funciona bem.

E essa é a nossa segurança“, disse, lembrando em seguida que passou duas vezes pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e, por isso, está absolutamente seguro de que o modelo de votação no Brasil vem sendo aperfeiçoado ao longo dos anos.

Demos o passo da biometria, do teste de integridade, então, não temos nenhuma dúvida sobre a consolidação desse sistema“, afirmou, de acordo com transcrição feita pelo portal O Estado de Minas.

Gilmar Mendes lembra que o Legislativo enterrou, inclusive com o suporte de maioria governista, a emenda constitucional que propunha a volta do voto impresso.

O Congresso aprovou medidas muito importantes e tem se pronunciado sobre a temática (das urnas eletrônicas), repudiando, inclusive, a emenda do voto impresso, de maneira muito clara. Então, o Congresso pacificou esse tema“, afirmou.

É fundamental “colocar um pouco de ordem nessa confusão e voltar para os aspectos que são importantes“, disse ainda Gilmar, enfatizando que “o menor problema que temos agora é a urna eletrônica.

Nós precisamos voltar a nossa atenção para questões reais, como a pobreza que acometeu as pessoas, agravada pela pandemia, a busca pelo crescimento econômico e pelo emprego. É nisso que temos que prestar atenção“, disse o magistrado.

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