📷 O ministro do STF, Flávio Dino, e o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL-MA) no Palácio do Planalto ao lado do então presidente, hoje apenado por tentativa de golpe de Estado, Jair Bolsonaro / Imagens reprodução redes sociais |•| Arte URBS MAGNA
| São Luís (MA)
13 de agosto de 2026
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (13/ago) a Operação Monte Sinai no Maranhão, cumprindo nove mandados de busca e apreensão autorizados pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal.
A ação apura suspeitas de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares, lavagem de dinheiro, ocultação de ativos e crimes tributários.
Isso importa porque reforça o escrutínio sobre o uso de verbas federais destinadas a obras de infraestrutura e à educação pública em um dos estados mais vulneráveis do país.
Segundo nota oficial da Polícia Federal, três mandados foram cumpridos em São Luís e seis em municípios do interior, entre eles Colinas, Presidente Dutra e São Félix de Balsas.
Também foram autorizados o bloqueio e o sequestro de bens e valores, além da proibição de que empresas investigadas participem de licitações ou mantenham contratos com órgãos públicos.
A investigação teve início a partir de análises da Receita Federal e da Controladoria-Geral da União.
A apuração envolve emendas do deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL-MA).
O parlamentar, no entanto, não é alvo da operação.
A Polícia Federal afirma: “Os elementos reunidos apontam para possíveis irregularidades na aplicação de recursos oriundos de emendas parlamentares federais, repassados por meio de convênios destinados à execução de obras de infraestrutura em municípios maranhenses”.
Também há indícios de utilização irregular de recursos de precatórios do Fundef e do Fundeb em contratos de pavimentação e infraestrutura, em desacordo com a destinação legal dessas verbas, vinculadas ao financiamento da educação pública.
O episódio se conecta a investigações anteriores. Em março de 2026, a Primeira Turma do STF condenou Josimar Maranhãozinho, o deputado Pastor Gil (PL-MA) e o suplente João Bosco (PL-SE) por desvio de cerca de R$ 1,6 milhão em emendas.
Em junho, o parlamentar foi alvo da Operação Afluente, também autorizada por Flávio Dino, que apurou suspeitas de desvio via Codevasf.
A reiteração de operações sobre desvio de recursos públicos evidencia a necessidade de maior rastreabilidade e controle social sobre as emendas.
O impacto no Maranhão é direto: municípios que dependem desses repasses para obras básicas enfrentam o risco de paralisação ou de contratos questionados, enquanto a justiça busca garantir que o dinheiro chegue a quem realmente precisa.
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